Comunidade em alerta
Recentemente, estive na Escola Presidente Costa e Silva, aqui em Tapera (RS), participando de reunião promovida pela Associação dos Moradores do Bairro Brasília (AMBB), para tratar sobre um grave problema, na verdade três graves problemas, que aquela comunidade enfrenta: drogas, álcool e prostituição. Se bem que estes não são uma exclusividade sua.
No encontro, que teve a participação do poder público (prefeito e secretárias), do MP (promotora) e do Conselho Tutelar, entre outros, houve relato de casos envolvendo esse triplo flagelo por quem vive esta dura realidade, na comunidade ou em uma sala da Saúde ou da Assistência Social ou ainda de uma clínica.
Tudo deve partir da prevenção com as crianças, já que tudo acontece entre os 11 e os 15 anos, com informação ao menor e a sua família. Mas, mais importante do que isso, os pais devem ver seus filhos como as pessoas mais importantes do mundo e que precisam ser seus melhores amigos, se importando com eles e não vê-los como um peso ou moeda de troca.
É importante que estas informações sejam repassadas às crianças, não importando onde elas residam, o tamanho da sua casa ou da conta bancária de seus pais, por que estes problemas estão em TODA a cidade, inclusive no centro.
Segundo a promotora Marisaura Fior, a diferença entre o bairro e o centro é o dinheiro que pode pagar uma clínica particular fora do município ou retirar o/a dependente do seu meio. Já quem não tem dinheiro se obriga a procurar ajuda pública expondo seu problema à sociedade e a falatórios.
Segundo pessoal do bairro, de cada 10 carros que sobe até lá, em busca de drogas, sempre à noite, 08 vem do centro, e a maioria são “carrões”.
As drogas, o álcool e a prostituição não tem preferência por pessoa. Se houver vacilo eles chegam e se acomodam na família, como um membro seu, com direito a exigências e muito sofrimento, fruto do descaso dos pais.
O futuro da infância, passa pela família que pode não ter dinheiro, mas precisa ter “base” e valores.
Agora o pessoal começará a realizar atividades diversas para prevenir estes problemas e em seis meses voltará a se reunir para fazer uma avaliação do que foi feito e projetar novas atividades. Este trabalho preventivo não pode parar, jamais, afinal não se pode desistir nunca de um filho.

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