20 anos de internet
Estamos completando 20 anos de internet, essa maravilha que veio para melhorar e facilitar a vida da gente. O mundo, com toda certeza, pode ser dividido em antes e depois da internet.
Lembro bem de como comecei a mexer com a internet e com o computador. A primeira vez que vi um PC, ao vivo e pude mexer num, foi em 1995, no Escritório Contábil Kunzler, que funcionava na casa da família Chassot, na Avenida XV de Novembro. Eu trabalhava na Rádio Gazeta de Tapera, atual Cultura, e fui até lá para cobrar a publicidade mensal. Ao chegar vi a Juraci Schwantes escrevendo num deles, que ocupava boa parte da sua mesa. Cobrei o Zé, conversei um pouco com ele e vazei em direção ao computador da “Jura” para ver como era aquilo. Aquela máquina era muito diferente das que eu havia trabalhado, especialmente por poder ver a escrita maior e melhor e mudar a fonte sem precisar trocar a margarida da IBM eletrônica, uma modernidade e tanto para a época. Imagine a diferença… Eu conhecia o computador pela televisão, jornais e revistas, mas nunca tinha visto um de perto. E aqui em Tapera não havia muitos deles. Parece brincadeira isso, mas foi bem assim e não faz tanto tempo assim.
Em 1996, entrei na universidade e, pela profissão e estudo, precisava trocar minhas máquinas de escrever Olivetti – Línea 88 e Lettera portátil – por uma daquelas que facilitavam o trabalho uma barbaridade. Lembro que ao entrar na faculdade poucos em Cruz Alta tinham um computador em casa e quem mexia num era apenas no trabalho. Notebook ninguém sabia o que era. Na metade daquele ano comprei um Pentium 386 com 166 Mhz, 16 MB de memória e “kit multimídia”. Comprei no Paraguai, pagando 1/3 do valor no Brasil, que era caro a beça. Era uma máquina e tanto. Lembro que uma colega de Cruz Alta, que sentava ao meu lado, ficou impressionada com ela. Imagine…
E a internet? Bem, a internet veio logo em seguida. E, diferente de hoje, ela era discada, barulhenta, demorada e cara. Para entrar não era fácil e tinha de ser à noite, quando o telefone não era utilizado. Se entrasse na internet a linha telefônica caia. Com ela a conta telefônica ia ao teto no final do mês, pois consumia 40% do valor. Eu utilizava o discador IG e adorava o barulho da conexão. Mas, aquela internet, com o que se podia fazer nela, que era quase zero se comparado com a de hoje, era uma emoção indescritível. Quem viveu isso sabe o que falo.
Depois comprei um telefone celular. Um Nokia, que não lembro o modelo. O aparelho servia apenas para conversar e conversar era difícil, pois, diferente de hoje, poucos tinham um aqui em Tapera. Uma noite, no Clube Aliança, após um jogo do Kings Club pelo Estadual de Futsal, a equipe da rádio foi jantar com a direção e jogadores. De repente tocou um telefone e tocou insistentemente e ninguém o atendia. Ai o narrador José Luiz Ortiz me disse que o telefone que estava tocando era o meu. Atendi, constrangido, por que todos olhavam para mim. Naquele local, havia umas 40 pessoas e dessas menos de 10 tinham um celular.
E hoje? Bom, hoje imagina você sem celular e internet. Sobreviver sem eles é impossível. Que coisa a vida da gente com o passar dos anos, não é mesmo? E como será o mundo daqui há 20 anos?
Texto bonito Sarico. Parabéns
Parabéns Sarico, é isso. Só uma correção. Não era jogo do KINGS quando tocou teu telefone. O KINGS parou em 1992, e o celular só chegou em 1996. Devia ser de outro time, ou do AMÈRICA. No mais perfeito, passei por tudo isso também, é a idade pegando.
Bom trabalho, Sarico.
Nisso tu é bom, mesmo.
Gosto de ler teus pontos de vistas do dia a dia.
Tu só se perde quando fica a serviço da “organização”, divulgando ameaças, cultivando o golpe, quebrando a Petrobras e arrazando o Brasil.
Não sei qual é teu negócio, mas gosto quando tu sai fora dele.
O Igor deve ser defensor da organização criminosa liderada pelo Lula.