Tempo cruel
Anita Ekberg, um dos símbolos sexuais do cinema, morreu nesta semana aos 83 anos. A diva sueca de La Dolce Vita (1960) e tantos outros filmes, morreu na miséria, segundo noticiou a imprensa. Dizem que trabalhava de doméstica no sul da Itália, nos últimos tempos. Para quem foi uma das mulheres mais belas de Hollywood isso é constrangedor.
Quando nasci, Federico Fellini filmava La Dolce Vita, em Roma, que fui vê-lo anos mais tarde e conhecer a bela loira de rosto belíssimo e curvas perfeitas. Aquela cena dela na Fontana di Trevi, à noite, naquele vestido preto, é inesquecível. Além de bela ela talentosa e provocante.
Mas, mais uma vez volto a falar do tempo, este senhor que é maravilhoso na entrada e cruel do meio para frente, até o fim. Veja as fotos de Anita Ekberg, depois do filme que a consagrou, e agora, nos últimos tempos. Muito cruel para quem viveu todo o glamour que só o cinema pode proporcionar.
A vida, para ser perfeita, deveria ser assim: em determinado momento a gente apertava um botão e o tempo parava, na questão física. E a gente ficaria até o fim com a mesma aparência. Neste ponto Deus não foi gentil conosco e a criação não foi 100%.
Mas, Deus, na sua imensa sabedoria, sabe o que faz. Tem gente que vai mais longe enquanto outros partem antes. A vida é como um aeroporto.
Tempo, tempo, tempo…
Comente