Blog do Sarico

O Síndico


Chama o síndico 1Na semana passada assisti na Globo o especial Tim Maia, Vale o que Vier. Foi emocionante e triste ao mesmo tempo, pois fui fã do gordo de vozeirão inigualável. A Globo fez o especial baseado no livro Vale Tudo, o Som e a Fúria de Tim Maia, escrito por Nelson Motta, e que virou filme nas mãos de Mauro Lima. O especial não é igual ao filme. A distância entre ambos é enorme. A Globo encobriu muita coisa, afinal Roberto Carlos, um dos envolvidos na história, é uma de suas estrelas e fonte de milhões de reais a cada ano. Tinha de ser protegido. E foi.

No especial, a Globo mostrou uma boa relação entre Tim Maia e Roberto Carlos, coisa que jamais existiu. Nem os elogios foram verdadeiros. Tim lançou Roberto Carlos, mas este se tornou o que é hoje graças ao seu talento, letras, presença de palco e carisma. RC se distanciou de Tim Maia por considerá-lo um problema, o que não era uma mentira. O cara era de fato um problemão.

Nos anos 60, Tim Maia foi para os EUA e lá foi preso e se envolveu com drogas, cujo vício trouxe na sua volta para o Brasil. Aqui, por conta de festas pesadas regadas a muita droga e álcool, TM saia do “ar” e esta teria sido a causa da falta de cumprimento de shows. Tim Maia era contratado e não aparecia na maioria deles por conta disso. A dobradinha droga e álcool acabou com uma carreira brilhante e um talento ímpar.

Mas, independente de qualquer coisa prestar uma homenagem a um fora de série é maravilhoso, não importando como foi o seu passado “mortal”.

Para mim as duas maiores vozes que este País já ouviu tem nome e tiveram o mesmo fim: Tim Maia e Elis Regina. Os bons, de verdade, partem antes.



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