Caixa preta
Empreiteiras irão à Justiça dizer que foram extorquidas pela Petrobras. Que tal? Quero ver a hora que abrirem a caixa preta da empresa o que encontrarão lá dentro. Vamos nos surpreender.
Empreiteiras irão à Justiça dizer que foram extorquidas pela Petrobras. Que tal? Quero ver a hora que abrirem a caixa preta da empresa o que encontrarão lá dentro. Vamos nos surpreender.
Petrobras assinou pelo menos R$ 90 bilhões em contratos nos últimos três anos sem fazer qualquer tipo de disputa entre concorrentes, escolhendo, assim, o fornecedor de sua preferência. O valor contratado sem licitação corresponde a cerca de 28% dos R$ 316 bilhões gastos pela Petrobras entre 2011 e 2013 com empresas que não pertencem à estatal ou que não são concessionárias de água, luz, entre outras.
As modalidades normalmente adotadas pela administração pública, como concorrência e tomada de preços, representam menos de 1% dos contratos da Petrobras. Em 71% dos casos, a forma de controle é mais branda, como carta-convite.
O levantamento da Folha foi feito em registros de extratos de contratos disponíveis da companhia. Eles apontam ainda que compras bilionárias, serviços previsíveis e outros sem complexidade foram dispensados de concorrência. Em suas justificativas, a estatal alega, principalmente, que o contratado era um fornecedor exclusivo ou que havia uma emergência.
Para dispensar as disputas, a Petrobras se baseia num decreto de 1998 que lhe dá poderes para firmar contratos de forma mais simplificada que a prevista pela Lei de Licitações, promulgada em 1993. Esse decreto usa os mesmos termos da lei –como concorrência, convite, dispensa, inexigibilidade– para classificar as formas de contratação. A principal diferença é que a estatal pode dispensar a disputa em compras de valores elevados, o que é proibido pela Lei de Licitações.
Desde 2010, a companhia briga na Justiça com o Tribunal de Contas da União, que a proibiu de contratar por esse formato. O TCU alega a necessidade de uma lei para que a estatal possa realizar os procedimentos simplificados. Para continuar assinando contratos com base no decreto, a Petrobras se vale de uma decisão provisória (liminar) do Supremo Tribunal Federal, que lhe permitiu manter o procedimento até uma decisão definitiva da corte.
Em 2009, a análise dos contratos sem concorrência foi um dos focos da CPI da Petrobras no Senado, que acabou praticamente sem nada investigar. Caso vingue a instalação de uma nova CPI, em discussão no Congresso, essas contratações estarão na mira dos congressistas. A análise dos contratos indica que o volume sem disputa começou a diminuir em 2012, com a chegada da nova diretoria da estatal comandada por Graça Foster.
Mas, como em 2013 também foram reduzidos os gastos totais da empresa, o percentual contratado sem concorrência voltou a aumentar e chegou a 30%. No caso do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), por exemplo, chamam a atenção os valores: duas obras –R$ 3,9 bilhões e R$ 1,9 bilhão– não tiveram concorrência em 2011.
A Petrobras apresentou como justificativa para as obras das estações de tratamento de água e esgoto do complexo dessa refinaria, tocada por um consórcio liderado pela UTC Engenharia, falta de tempo hábil para uma disputa. As obras estão anunciadas desde 2006.
No caso da obra chamada Pipe Rack (suportes para tubulações), cujo consórcio é liderado pela Odebrecht, a Petrobras achou o preço da concorrência elevado e preferiu chamar um grupo de construtoras para fazê-la. Mas, como recebeu vários aditivos depois, a obra está mais cara que o previsto inicialmente.
Duas companhias, a Vallourec Tubos e a Confab Industrial, são contratadas em valores que ultrapassam os R$ 20 bilhões, sob a alegação de que o material delas é exclusivo. Ambas são fornecedoras de tubos. A exclusividade também foi a justificativa para contratar a BJ Services e a Schlumberger, responsáveis pela cimentação de poços de petróleo.
Até contratos como terceirização de pessoal dispensam concorrência. Em 2012, a Personal Services ganhou R$ 38 milhões sem disputa sob a alegação de emergência para oferecer apoio administrativo. (Folha de São Paulo
Como diria o Cazuza.
A BURGUESIA DO PT FEDE, A BURGUESIA DO PT QUER FICAR RICA.
E ONDE HOUVER BURGUESIA NÃO VAI HAVER POESIA.
O primeiro bloco do debate entre os candidatos à presidência, promovido pela Rede Bandeirantes, na noite desta terça-feira (14/10), foi marcado por duelo da presidenta Dilma Rousseff (PT) e o oponente Aécio Neves (PSDB), acerca na gestão da Saúde em Minas Gerais
A petista cobrou do tucano a falta de eficiência no setor de quando era governador e disse que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no Estado é o terceiro pior do Brasil.
A presidenta abriu o primeiro bloco com uma pergunta sobre Saúde. Inicialmente, Dilma lembrou que o PSDB e as demais bancadas da oposição foram contra a prorrogação da CPMF – contribuição provisória criada no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) –, fazendo o setor perder R$ 260 milhões.
Em seguida, Dilma disse que governo tucano de Minas Gerais não cumpre o financiamento mínimo à Saúde exigido pela Constituição Federal. “Vocês desviaram em torno de R$ 7,6 bilhões”, atestou a petista.
Em resposta, Aécio disse que os números apresentados pela presidenta não são verdadeiros, mas Dilma reafirmou as críticas. “Quem vê agora a sua proposta, acha que o senhor é o candidato da situação. Suas propostas sociais são só a continuidade dos meus projetos. O governo de Minas foi obrigado a fazer um ajuste (após orientação do Tribunal de Contas de Minas Gerais). Vocês desviaram R$ 7,6 bilhões da Saúde. Em Minas, vocês têm o terceiro pior desempenho do Samu, um sistema de transporte de urgência para os hospitais. Como posso acreditar que o senhor vai fazer o programa Mais Especialidades?”, pontuou.
Burguesia do PT. Faz me Rirrrrrrrrrrrrrrrrr. Errou a Sigla.
A “transparência” de Aécio é como a “meritocracia” de seu nepotismo
16 de outubro de 2014 | 11:06 Autor: Fernando Brito
saude
A Folha de S. Paulo registra o “sumiço” temporário dos relatórios do Tribunal de Contas de Minas Gerais mencionados por Dilma Rousseff no debate da Band.
Foi o bastante para a página sair do ar, voltar sem os relatórios e, só depois de divulgadas cópias e notícias, restaurar os documentos.
Já se vê que Tribunal de Contas há em Minas, aliás presidido pela meritocrata mulher de um aecista militante, o presidente da Confederação Nacional (das empresas) de Transporte.
Muito bem, afinal, restabeleceu-se a verdade.
Só que a Folha não publica uma linha sequer sobre o que os relatórios apontam, exceto as menções que fez na cobertura do próprio debate. Aliás, não se interessou em mostrar a parentalha empregada, como Dilma relatou.
Imaginem se o Governo Federal tivesse um relatório dizendo que não investiu o mínimo em saúde?
Reproduções do texto, entrevista com médicos, matérias sobre o abandono dos hospitais, um festival de “mundo-cão” de fazer inveja ao Datena, não é?
Aécio só é uma farsa em pé porque a imprensa brasileira faz o que a imprensa mineira fez durante seu governo: o poupa.
É por isso que ele quer ser o “coitadinho”, barbaramente agredido por “aquela mulher”.
Bem que “aquela mulher” poderia dizer no debate de hoje: “Candidato Aécio, as regras do debate me impedem de mostrar ou entregar documentos. Então, sabe aquele relatório do Tribunal de Contas do qual falei, mostrando que Minas investiu em saúde muito menos do que manda a Constituição? Pois é, deixei uma cópia num envelope na portaria para o senhor, já que lá em Minas até a internet sai do ar quando apontam os seus defeitos.”
Aécio não é só um mau gestor.
Nem só um conservador.
É uma caráter ruim, deplorável.
Quem acha que ele vai “limpar”, que prepare os tapetes para que se varra muita coisa para debaixo deles.
Aliás, neste caso, quem parece que os nossos jornais são os tapetes.
POR QUE VOTO NO PT?
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
A Universidade Federal do Triângulo Mineiro ou UFTM é uma instituição pública que se localiza na cidade de Uberaba, Minas Gerais. Antes sob o nome de FMTM (Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro), foi transformada no ano de 2005 em Universidade por decreto do governo Lula. É considerada a sexta melhor Universidade do Brasil, de acordo com o Enade.
anifesto dos empregados da Caixa
Nós, empegados da CAIXA admitidos em anos mais recentes, viemos destacar algumas questões que julgamos importantes para a reflexão, neste momento, de todos os colegas, sejam da Matriz, Filial ou Agências.
Diferentemente de outros tempos, não passamos pelas dificuldades que outros colegas passaram, não passamos pelo terror do fechamento de agências, não fomos ameaçados com o temido RH008 (possibilidade de demissão sem justa causa, de ordem dos gestores de unidade – na época foram 442 empregados demitidos), não tivemos nossos salários achatados e corroídos (1% de aumento em entre 96 e 2002), não apanhamos de policial militar ao fazer greve, não vimos colegas perderem funções só porque pensavam diferente da Direção, não presenciamos o sucateamento e a terceirização da CAIXA. Sobretudo, não presenciamos a concreta chance de nossa Empresa ser privatizada e entregue, fatiada e “limpa”, para o mercado financeiro.
Pelo contrário, vimos os aumentos salariais ano-a-ano e a reestruturação das carreiras e funções, vimos a implantação vanguardista de um sistema de meritocracia único na administração pública, vimos a criação de mesas de negociação para ouvir as reinvindicações, sabemos que nossa Empresa foi esvaziada a ponto de ter menos de 53 mil empregados (2001) e vimos ela chegar ao patamar de 100 mil empregados (2014). Sem dúvidas, e com orgulho, temos visto uma Empresa que cresce a cada ano mais, com o nosso suor e dedicação, que “incomoda” cada vez mais e que consolida seu papel como parceiro estratégico do Estado Brasileiro.
Vestimos a camisa, temos orgulho e verdadeira paixão pela CAIXA, com seu importante papel de agente estratégico para o Desenvolvimento sustentável do País e para a promoção da cidadania. Queremos que ela se mantenha nesse rumo, de fortalecimento como Empresa 100% Pública e de valorização de seus 100 mil funcionários.
Entretanto, recentemente em entrevista, o Sr. Armínio Fraga, anunciado por um dos candidatos como pretendente à vaga de ministro da Fazenda de um dos candidatos, disse que “essa área precisa de uma correção de rumo (…) vai chegar num ponto que talvez eles [bancos públicos/estatais] não tenham assim tantas funções, não sei muito o que vai sobrar no fim da linha, talvez não muito”.
Mesmo não tendo mais que uma década de carreira na Empresa, valorizamos a história da CAIXA, de lutas e conquistas, e por ainda termos e querermos ter uma longa e produtiva carreira na CAIXA, não podemos deixar de nos manifestar sobre o atual contexto. Entendemos que esta e outras declarações dadas e mostradas (em governos anteriores, inclusive) sobre o papel do Estado e dos Bancos Públicos se tratam de uma concreta ameaça ao futuro da nossa Empresa. E não só da CAIXA como de nosso Fundo de Pensão, a FUNCEF.
Esse deve ser um momento de união entre todos: os colegas que já se aposentaram após anos de batalha e contribuição, os que já vislumbram “pendurar as chuteiras” e os que ainda têm um grande futuro pela frente. Deve ser, também, um momento de reflexão pragmática sobre qual o futuro que queremos para a CAIXA e para nós, dentro dessa Empresa. Pedimos que cada colega reflita sobre o processo eleitoral atual e identifique os interesses que estão em jogo. Temos de evitar o retrocesso.
À sanha da privatização e do enfraquecimento dos Bancos Públicos, nós, empregados da CAIXA, respondemos:
Nós não queremos o “fim da linha”! Queremos a CAIXA 100% Pública e Forte! A CAIXA é do Brasil e dos Brasileiros.
Brasília, 14/10/2014
Eu sou a comida na boca de um povo que pela primeira vez na história saiu da linha da fome, mas não saiu nos jornais. Eu sou a desigualdade atingindo os menores índices da história do Brasil. Eu o sono da primeira criança a dormir num quarto de verdade. Eu sou o primeiro diploma da minha família, que nunca antes sequer tinha pisado numa universidade.
Eu sou 13 por essa e por muitas outras razões. Eu sou o meu voto, e o meu voto não é só pra mim. O meu voto é para o outro. O meu voto é pra todos.
Confira o vídeo que artistas, produtores e cineastas produziram, de forma independente, no Rio Grande do Sul:
BLOQUEIO DOS BENS DO EX-PRESIDENTE LULA
Para ciência de todos, aparentemente o HOMEM NÃO É MAIS INTOCÁVEL,acrescento ainda o CPF do ex-presidente para consulta de demais processos no site do TRF, é:
CPF: 070.680.938-68
SAIU NA IMPRENSA PORTUGUESA PORQUE, COMO TODOS SABEM, A IMPRENSA BRASILEIRA É MUITO BEM PAGA PELO PT PARA PROTEGÊ-LO.
ENTÃO, TEMOS QUE FAZER NÓS, INTERNAUTAS, O PAPEL QUE A IMPRENSA NÃO FAZ.
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PEDIU O BLOQUEIO DOS BENS DO LULA NO VALOR DE R$ 9.526.070,64 POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
Já sei, você não acredita não é mesmo ?
Então confira o processo na Justiça Federal:
htpp://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?secao=DF&proc=78070820114013400
Depois de abrir o link acima, clique em “PARTES” e verá o nome doLula. Se quiser poderá acompanhar o desfecho.
Processo: 0007807-08.2011.4.01.3400
Classe: 65 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA
Vara: 13ª VARA FEDERAL
Juiz: PAULO CESAR LOPES
Data de Autuação: 31/01/2011
Assunto da Petição: 1030801 – DANO AO ERÁRIO –
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – ATOS ADMINISTRATIVOS – ADMINISTRATIVO
Observação: ASSEGURAR O RESSARCIMENTO DOS BLOQUEIO DOS BENS DO LULA!
A notícia que todo Brasil esperava foi publicada em 23/10/12 no jornal Correio da Manhã em Portugal, quem quiser confirmar é só clicar no endereço abaixo: no site português:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula
Isso é a pontinha do iceberg. Se resolverem investigar fortemente o BNDES e Eike Batista iremos chegar a pelo menos US$ 40 bilhões segundo a revista americana FORBES.
Os PTralhas estão doidos com a notícia se espalhando.
Se você ainda é PTista, e continua votando nessa quadrilha, boa sorte, continue assim, e deixará um um belo futuro brasileiro para seus filhos e netos.
Para pessoas que querem o Brasil um país democrático e como eu acha que para isso temos que ter a alternância de poder.
O PT esta fazendo de tudo para denegrir a imagem de um grande homem que é Aécio neves, para se perpetuar no poder e continuar com a crescente corrupção que se instalou em Brasilia depois da entrada do PT.
Neste site todas as mentiras dos petralhas são esclarecidas.
http://aeciodeverdade.com/page/2
Fora DIlma, Collor, Sarnei , Maluf
Vejo que algumas pessoas criticam os socialistas por comerem em bons restaurantes, por viajarem, por usarem tênis de marca, por terem iphone, por terem bons carros e apartamentos. Dizem que já que gostamos de pobre, temos que viver como pobres. Na verdade, o que queremos é que TODOS tenham acesso aos bens de consumo, não somente alguns poucos. Por que alguns terem tudo e outros nada? Lembro que nas campanhas de Lula, me diziam: Rita, tu vai ter que dividir a tua casa e o teu terreno com os pobres. Hilário, né? Doze anos se passaram e ninguém perdeu um palmo de terra e os ricos continuam ricos. Mas os pobres estão podendo viajar, estudar, comprar celular, entrar na universidade, comer com dignidade…Não há mais fome no Brasil. Não há crianças pedindo esmola. Mesmo assim, ninguém perdeu nada. Alcançamos tudo isso de forma pacífica e democrática. Que maravilha, digo eu! Que horror, dizem os antipetistas. Afinal, é tão ruim assim dividir o mesmo avião com a empregada doméstica e o porteiro?
Férias remuneradas, 13º salário, salário mínimo, escolas públicas, Universidades Públicas, transporte coletivo, vale transporte, vale refeição, jornada de 8 horas de trabalho, licença maternidade e paternidade, seguridade social, piso salarial das categorias, concursos públicos, estabilidade no emprego, SUS, carteira assinada… Todas essas são conquistas socialistas. Nasceram do embate muto ferrenho entre direita e esquerda, surgiram das vitórias dos movimentos populares contra o lucro exagerado. Você usufrui destas conquistas mas se diz contra o socialismo???
Você sabia que em 2003 o Brasil investia R$ 31,2 bilhões na Saúde e, este ano, o valor chegou a R$ 106 bilhões? Que a fila de espera para transplantes diminuiu 36,3% entre 2010 e 2013? Ou ainda, que 85% dos procedimentos de alta complexidade do país são realizados pelo SUS? Leia dez coisas que talvez você não saiba sobre o SUS.
O dominicano Frei Betto, militante histórico dos movimentos sociais, numerou 13 motivos para votar na petista, citando desde as conquistas com os programas federais implantados nos últimos anos, até a conduta com que o PT trabalhou nos direitos das minorias, nas relações políticas internacionais e na segurança nacional.
Entre as razões mencionadas pelo frei, ele escreveu: “Apesar das mazelas e contradições do PT e do atual governo, votarei em Dilma para que se aprimorem as políticas sociais que, nos últimos 12 anos, tiraram da miséria 36 milhões de brasileiros.”
Durante a gestão do Partido dos Trabalhadores, com Lula e Dilma, surgiram os programas Bolsa Família, o Brasil Sem Miséria e o Brasil Carinhoso.
Cadastro Único para Programas Sociais, é possível verificar ano a ano o número de pessoas que se beneficiaram pelos projetos, além do que, é importante ressaltar que a superação da extrema pobreza não se limita à dimensão da renda.
O Brasil Sem Miséria busca o melhorar a qualidade de vida das famílias nas áreas de educação e saúde, por exemplo, além de promover a inclusão produtiva.
Parece ser pré-requisito tucano tomar para si os feitos dos outros.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ficou famoso por ter “criado” o Plano Real, mas isso é um grande equívoco!
Implantado durante gestão do ex-presidente Itamar Franco, o Real tornou-se a moeda brasileira no dia 1º de julho 1994.
“De repente até parece que foi o doutor (Fernando Henrique) Cardoso, que nem ministro mais era, porque tinha deixado o cargo em março, e nós lançamos o plano real em 1º de julho”, explicou Itamar.
Vinte anos depois, o tucanato conseguiu firmar no imaginário popular que o Plano Real foi obra do PSDB, mas Itamar, falecido em 2011, contou outra história.
Assista ao vídeo e leia mais na Agência PT de Notícias
discurso de ódio ao PT, que vem sendo alimentado há vários anos por colunistas de extrema direita e meios de comunicação conservadores, já deságua em violência. Ontem, a vítima foi o poeta e ator Gregório Duvivier, que integra o grupo de humor Porta dos Fundos. O relato está na coluna desta quinta-feira do jornalista Ancelmo Gois, no jornal O Globo:
Gregório Duvivier almoçava ontem no Celeiro, no Leblon, quando um sujeito disse que não ficaria mais ali porque ia “acabar metendo a porrada” nele. O talentoso ator e escritor ficou calado.
Mas o agressor continuou o xingamento, dizendo que ele era da “esquerda caviar” e que deveria estar almoçando no bandejão, “já que gosta tanto de pobre”. Meu Deus!
Dois dias atrás, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, Duvivier criticou a patrulha política para que votasse em Aécio Neves e declarou seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
“Nos postes da cidade, os adesivos se multiplicam. ´Aqui se vota Aécio´. Você, que não vota como o poste: ame o Rio – ou deixe-o. Aqui não é sua área. Aqui se brinda pelo fim da maioridade penal. Aqui a gente cansou da corja do PT e quer gente nova – mas logo quem? O mensalão tucano, a compra da reeleição, o aeroporto, o helicóptero, tudo virou pó”, disse ele. “A militância de jipe e os comentaristas de portal não me dão essa opção. Se quem defende causas humanitárias e direitos civis é tachado de petista, não me resta outra opção senão aceitar essa pecha”, escreveu.
SAIBA MAIS: Por que Bolsonaro e Malafaia votam em Aécio Neves?
Instantes depois, o colunista Rodrigo Constantino, conhecido como o menino maluquinho da Veja e que disseminou a expressão “esquerda caviar”, publicou artigo afirmando que o apoio de Gregório Duvivier a Dilma representaria “mais um ponto” para Aécio. “Causas humanitárias? Tipo… aquelas adotadas na Venezuela ou em Cuba, países que o PT defende? Direitos civis? Tipo… aqueles presentes nos países islâmicos que o PT também defende? Pergunto-me: pode apenas a burrice explicar algo assim?”, questionou o colunista de Veja, tão troglodita quanto alguns de seus colegas e o agressor de Duvivier.
Como diria Nelson Rodrigues, os idiotas perderam a modéstia e os agressores, de alma fascista, agora saem da toca.
Ancelmo Gois e Brasil 247
Qual a razão do ódio da direita contra o Partido dos Trabalhadores? (por Sandro Ari Andrade de Miranda)
O filósofo alemão Eric From, em sua monumental obra “O Medo à Liberdade”, buscou encontrar as razões que levaram a humanidade para a tragédia “nazista”. Tomando por base o pensamento de Freud e da psicanálise, chegou à conclusão que nós, membros da sociedade moderna, menosprezamos o papel das autoridades anônimas, como a opinião pública e o senso comum.
Tais mecanismos são tão poderosos que estruturam a nossa profunda presteza em conformar-nos com as expectativas que todos têm a nosso respeito, e nosso temor igualmente estranho de sermos diferentes. É por isso que as autoridades anônimas exercem não apenas um papel de formação de consciências, mas coativa, repressivo, limitador da nossa capacidade de oposição ao modelo social dominante.
O nazismo de Hitler e de Goebbels se sustentou inicialmente por uma eficiente máquina de propaganda, através da imprensa escrita e falada, na qual incutiram na mente dos alemães que todos aqueles que não apresentam o fenótipo ou a cultura tipificada para um descendente dos “arianos” eram inimigos. Os arianos constituíam-se numa construção mistificada de uma comunidade pura e mais desenvolvida, representativa dos ideais racistas e de poder dos líderes nazistas.
Para sustentar a sua estratégia, o nazismo hitlerista buscava fomentar o ódio contra as diferenças, alimentar os grupos mais frustrados com a sua própria frustração, e eleger inimigos dentre aqueles que pudessem apresentar alguma forma de contradição, como minorias, excluídos, e nos opositores políticos.
A “eleição de inimigos para o povo alemão” foi um ponto central para o crescimento dos nazistas, uma desculpa para justificar fracassos pessoais ou do comando político. Ajudou na formação de uma autoestima frustrada, vingativa, excludente. Forjou um subterfúgio para cobrir o fracasso da megalomania de Frederico Guilherme na I Guerra Mundial.
Foi essa pregação de preconceitos que deu sustentação política ao holocausto, com a condução aos campos de concentração e às câmaras de gás de milhões de judeus, ciganos, homossexuais, deficientes físicos, comunistas, e outras minorias.
Tais grupos eram responsabilizados pela corrupção moral, econômica e política da Alemanha, razão pela qual deveriam ser afastados, e assim Hitler cunhou o discurso que é utilizado até hoje pela direita em menor ou maior grau em todos os processos Golpistas, como nas Ditaduras instaladas no Brasil em 1964, em 1966 na Argentina, em 1973 no Chile, e em diversos outros países da América Latina.
Uma das justificativas para essas condutas reside no fato de alguns discursos, como o do combate à corrupção, serem facilmente assimiláveis no senso comum, especialmente entre os grupos mais conservadores, reacionários e entre os frustrados. Nestes grupos já existe um ranço contra a obrigação institucional de contribuir para o financiamento da atividade Estatal. Em alguns casos existe também a crença na naturalidade de determinados tipos de hierarquias sociais, como na tradicional pregação contra os “vagabundos”.
O “vagabundo”, na visão do conservador médio é o pobre não incorporado pelo sistema, como o sem terra, o sem trabalho, o sem instrução, o sem habitação, em síntese, “o excluído”.
Tais pessoas não estão inseridas nas hierarquias sociais simplesmente pela incapacidade formal do próprio sistema para incorporá-las sem uma política de transição. Como respostas, os grupos excluídos estabelecem estratégias de luta ou de sobrevivência. É comum nos centros urbanos, por exemplo, a crítica sistemática contra os cuidadores de carros ou “flanelinhas”, ou aos catadores de materiais recicláveis.
Não raras vezes podemos verificar nos meios de comunicação a pregação do uso da força policial para coibir a atividade dos cuidadores de carros. Não há uma discussão concreta sobre as causas do problema, sobre alternativas de incorporação social. É mais fácil segregar, impor a força, usar a polícia, do que criar alternativas concretas para resolver o problema social.
Algumas vezes surgem soluções mágicas para resolver os problemas também baseadas em estratégias de segregação, como a criação de albergues, fazendas ou outros mecanismos de aprisionamento, razão pela qual tem razão Michel Foucault quando este identifica semelhanças entre os locais utilizados para cuidar de pobres e as penitenciárias.
A única solução que os conservadores propõem para os pobres, portanto, é a segregação. Não por acaso algumas cidades do interior paulista ou de Santa Catarina pagam aos migrantes o preço das passagens forçando o seu retorno à origem. Forma-se aquilo que Boaventura de Sousa Santos chama de “fascismo societal”, uma forma de dominação explicita sobre o outro através da segregação.
Todas essas práticas e discursos chegam diariamente às nossas casas de forma livre, por meio da televisão, rádio, jornais, revistas e, de forma cada vez mais intensa, pela internet. É a mídia, a forma mais poderosa de “autoridade anônima”, e principal pregadora de todas as formas de discriminação, através da criação de estereótipos, do marketing da violência, da pregação do medo de uma revolta social.
As autoridades anônimas são apresentadas de forma acrítica, como neutras, sem identificação de classe, religião ou partido político. Há um padrão estético, de entonação de voz, de uso das cores, como se a notícia não representasse nenhuma ideologia específica, e mais, como se estivesse prestando um serviço de utilidade pública.
Na prática, o modelo de propaganda adotado pelos nazistas é reproduzido diariamente pelos meios de comunicação de massa, que defendem uma ideologia específica como se fosse algo independente ou de interesse coletivo.
Vejamos o caso da Copa de 2014 no Brasil, quando certos setores da mídia, especialmente as Organizações Globo, Rede Brasil Sul, Revista Veja, Grupo Folha, Estado de Minas, Correio Brasileense, Diário de Pernambuco, Jornal do Comércio (os quatro últimos vinculados ao mesmo grupo e próximos, inclusive do ponto de vista familiar, de Aécio Neves), dentre outros, exerceram um verdadeiro terrorismo contra a população pregando o insucesso do evento.
Todos os dias eram apresentados problemas sobre a Copa do Mundo, como crise aérea, crise nos transportes, falta de hotéis, estádios incompletos, desabastecimento, dentre outros. Inclusive foi dada voz a notórios demagogos como Jérôme Valcke e Ronaldo, ambos ligados ao comitê da FIFA.
Todavia o que se observou foi o contrário, sendo a Copa brasileira foi um sucesso de organização e planejamento, com um forte impacto positivo na economia e foi avaliada pela imprensa internacional como o maior evento do tipo de todos os tempos. Também deixou um legado ético, ao quebrar um esquema ilegal de venda de ingressos operado por empresas ligadas à própria FIFA.
Outro exemplo patético da manipulação midiática e de aberrações foi o escândalo do tomate de 2013, gerado a partir de uma reportagem do programa Globo Rural. A tentativa de elevar o preço do produto se aproveitando do ciclo climático foi tão absurda, que acabou recebendo um segundo apelido: “conto do tomate”. Muitas pessoas acreditaram no conto e correram aos supermercados para comprar tomate. Foi um ensaio de manipulação de informações praticado por setores econômicos para inflar o preço dos produtos.
Quem estuda o mínimo de economia sabe que existem ciclos de variação dos produtos agrícolas dependentes do clima. Há períodos em que o tomate é mais barato, outros em que é mais caro. Isso é normal, é a aplicação da lei da oferta e da procura aos períodos de produção agrícola, coisa que acontece com a cebola, a batata e outros hortifrutigranjeiros. É tão somente em razão dos ciclos climáticos e de produção que algumas cidades do interior possuem a festa do morango, do arroz, da pimenta, do tomate, da cebola, dentre outros.
Não haveria razão para a realização de eventos milenares de celebração da produção, se não tivéssemos culturas de primavera, verão, outono e inverno.
O problema da manipulação midiática é tão grande que pode repercutir de forma absolutamente negativa na vida das pessoas e na economia. Muitas vezes vem combinado com a atividade do mercado de capitais nas bolsas de valores, na medida em que não podemos esquecer que os grupos de imprensa também aplicam no mercado financeiro e defendem os interesses dos seus patrocinadores.
Como no relato sobre a vida de Assis Chateaubriand, criador do conglomerado de mídia Diários Associados, onde encontramos o famoso escândalo dos palitos de fósforos. Para aumentar o patrocínio comercial deste segmento nos seus jornais, Chatô, como também era conhecido o empresário, começou a publicar matérias constantes pregando a insegurança do produto. Resultando: as empresas de fósforos voltaram a patrociná-lo.
Portanto, mesmo que as autoridades anônimas se apresentem como neutras, notadamente a mídia, possuem inegáveis vinculações ideológicas e interesses próprios. São atuantes na disputa pela hegemonia política, e não apenas pelo poder formal do Estado.
E aqui começa um ponto de corte, por que o Partido dos Trabalhadores incomoda tanto os setores conservadores da mídia? Qual o motivo da pregação constante de ódio contra o PT?
Muitos dos fatores podem ser explicados nos indicadores sociais e econômicos, pois o Brasil teve nos últimos 12 anos o maior movimento de mobilidade social da sua história, com a migração de 49,38 milhões de pessoas para a classe média, e com a retirada de mais de 58 milhões de pessoas do mapa da fome.
Só aqui temos a comprovação de uma inversão de valores, que foi reforçado por ações inclusivas, como o Programa Brasil Sem Miséria, o Bolsa Família, o PRONATEC, o PROUNI, e a introdução de cotas nas universidades públicas.
Aliás, as cotas geraram revoltas em muitos setores mais abastados, que não conseguiam compreender a perda de espaço nas universidades para negros e índios de comunidade mais pobres. Afinal, como um branco de classe média alta, que estudou nas melhores escolas privadas, frequentou os melhores cursinhos poderia ser preterido por um indígena? Não há argumento racional que derrube o simples e egoístico ódio de classe.
Mas é preciso lembrar que a demonização de atores políticos não é uma novidade no Brasil. Quem leu ou ouviu falar do Lacerdismo, movimento comandado pelo jornalista e político Carlos Lacerda, da UDN, contra Vargas, Leonel Brizola e João Goulart, sabe do que estou falando.
Depois do fim da segunda guerra mundial o grupo político comandado por Vargas, Brizola e João Goulart se posicionou ao lado dos trabalhadores e de uma política de fortalecimento da atividade industrial nacional, diminuindo a nossa dependência das manufaturas europeias e norte-americanas.
Tal situação contrariava os interesses das bases udenistas, formada essencialmente por grupos de interesse das monoculturas do latifúndio. O conflito ficou mais acirrado quando Jango assumiu a pauta das reformas de base, o que redundou na reação por meio de golpe de estado, com a instauração da ditadura militar, tema este que já aprofundamos em outros artigos.
Todavia, é inegável que este acirramento da campanha de oposição conduzida pela máquina de propaganda da direita, especialmente dos membros da Associação Brasileira de Imprensa, e da Associação Nacional dos Jornais.
E de novo observamos a cantilena seletiva da corrupção, como se o PSDB, o PSB e o DEM nunca tivessem seus dirigentes citados em investigações da polícia federal, como a Caixa de Pandora, a Operação Lava-jato, a Satiagraha, o Cartel do Metrô de São Paulo, o esquema de venda das teles, a irrisória venda do controle acionário da Vale do Rio Doce, e uma lista interminável de problemas.
Como já afirmei anteriormente, não foi o PT que criou a corrupção, especialmente num país de bases tradicionalistas como o nosso. Mas existe uma diferença em quem combate e quem joga os problemas para debaixo do tapete. Quem defende o controle social dos serviços públicos, através da Política Nacional de Participação Social, e quem crítica todas as ações de controle social. E nesse ponto, as inúmeras ações de combate à corrupção realizadas no Governo Dilma e Lula, com a prisão de mais de 15.000 pessoas, incluído o famoso banqueiro Daniel Dantas, é uma vantagem significativa em relação aos governos passados.
Talvez aí já encontremos os motivos da resistência dos meios de comunicação ao governo petista, pois antigamente a polícia somente era utilizada para bater em pobres e em movimentos sociais. Recentemente temos vistos inúmeros responsáveis por crimes de colarinho branco indo para a cadeia, doa a quem doer.
Nos governos do PT foram construídos vários instrumentos de transparência na administração pública, com especial à Lei de Aceso à Informação assinada por Dilma Rousseff em 18 de novembro de 2011, um pesado golpe contra o patrimonialismo e sobre os interesses de setores da burocracia. Caso esta transparência seja transferida para outros segmentos, como os meios de comunicação, poderíamos ter uma revolução ética que não interessa aos atuais detentores do poder da mídia, como demonstraremos adiante.
É importante ressaltar que pelo menos três assuntos que assustam os grupos dirigentes da mídia hegemônica:
Uma possível Lei dos Meios, antiga reivindicação da sociedade civil que pode impor um regime de prestação de contas financeiro, especialmente das concessões de rádio e televisão, para a população;
A Reforma Política, especialmente a implementação do financiamento público de campanha, que resultará na redução da influência das corporações econômicas nas eleições;
A Reforma Tributária, que pode mudar o perfil de concentração de poder financeiro em determinadas regiões e, especialmente, a redução do nosso modelo tributário regressivo, baseado em tributos indiretos.
A Lei dos Meios tem uma justificativa lógica e racional que confronta os interesses da “caixa preta” das empresas de rádio e televisão. Todas as redes são concessões públicas, e como tal devem ser submetidas a mecanismos de controle social, especialmente no aspecto financeiro.
Se observarmos os preços praticados em segmentos onde existe concessão de serviços públicos, como transporte coletivo, sempre há um conflito entre os interesses do concessionário, que pretende tratar o serviço público como uma atividade privada, e a sociedade, que exige transparência. O mesmo ocorre com as redes de rádio e televisão.
A Rede Globo, por exemplo, aplicou mais de R$ 1 bilhão anual apenas para a compra dos direitos do campeonato brasileiro de futebol. Só que o volume de patrocínios é muito maior, e sem nenhuma prestação de contas direta para população.
Mais do que isto, os serviços de publicidade e propaganda, assim como a comercialização de obras de arte, tem sido objeto constante de investigações por corrupção e lavagem de dinheiro. Nada mais justo do que a população tenha acesso irrestrito à circulação financeira das concessões de rádio e televisão. Seria um golpe pesado sobre o patrimonialismo implantado no país durante a ditadura militar.
Esse é um tema que não é tabu nos países do capitalismo avançado, na medida em que a população tem acesso às informações de empresas como a britânica BBC, a francesa Canal Plus, e a Italiana RAI. Qual o motivo da resistência midiática no Brasil?
Há uma ampla mobilização popular comandada pelos movimentos sociais para romper com os monopólios de mídia e com a “caixa preta” dos financiamentos da mídia. É preciso dar voz a grupos que não conseguem espaço e à produção cultural independente, o que forçaria uma maior transparência nos meios de comunicação de massa.
A Reforma Política é o assunto do momento em termos de garantia plena do direito constitucional à participação política. O ponto que gera o maior número de conflitos é o financiamento púbico de campanha.
Alguns afirmam que não é justificável a aplicação de recursos públicos em campanhas eleitorais, o que é, sinceramente, uma falácia. Todos os partidos recebem recursos do Fundo Partidário, ou seja, recursos públicos. Além disso, as receitas privadas que ingressam nas campanhas não se incorporam ao patrimônio de partidos e candidatos, sendo obrigatória a prestação de contas. São receitas de campanha, portanto, públicas.
Com o financiamento público o que acaba é o contato direto e a influência de empresas e grupos econômicos sobre os partidos, também garantindo maior lisura e transparência aos processos. Afinal de contas, um empresário que tenha reais interesses no desenvolvimento do país, e não na influência de decisões dos governos pode perfeitamente aplicar os recursos no Fundo Partidário, sem realizar contato direito com partidos e candidatos. Por que tamanha resistência?
O financiamento público é uma das bandeiras do PT e do PSOL para a Reforma Política, enquanto Marina Silva e o PSDB de Aécio demonstram um medo absurdo da sua implementação. Afinal de contas, não podemos esquecer estreita relação de Marina e de Aécio com o capital financeiro, onde encontramos os seus principais financiadores.
O terceiro ponto que provoca pânico dos meios conservadores é a Reforma Tributária. Há um mito de que o Brasil possui uma carga tributária elevada. Isto é uma mentira deslavada. A nossa carga tributária é média, e muito inferior à de países como Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, França, Alemanha, Austrália e Inglaterra, os melhores índices de desenvolvimento humano do planeta, e onde a carga tributária gira entre 40% e 50% do PIB.
O que há, na verdade, é uma regressividade da nossa carga tributária. Enquanto nos países citados no parágrafo anterior há uma maior concentração na tributação do capital e do patrimônio, no Brasil a conta é jogada sobre o consumo e o trabalho. Apenas a França tem uma carga tributária sobre o trabalho semelhante à brasileira, em razão do seu modelo previdenciário, mas o país europeu prioriza a tributação do capital e do patrimônio em detrimento do consumo.
Acreditem: até nos Estados Unidos, grande ícone do capitalismo internacional, o maior peso da carga tributária também está sobre o capital e o patrimônio. Al Capone foi para a cadeia por sonegação do imposto de renda e, naquele país, existem cerca de 40 faixas de tributação do imposto de renda. No Brasil, tínhamos 3 até 2003, número de faixas que foi aumentado nos governos de Lula e Dilma.
Além disso, devemos ter muito cuidado com cálculos realizados por entidades como o Instituto de Planejamento Tributário, criador do impostômetro, e utilizada pelos meios empresariais e pela grande mídia, pois a metodologia adotada pela entidade é falha, pois realiza a dupla contagem da dívida ativa tributária ou, numa linguagem mais simples, da parcela sonegada de impostos que o governo arrecada através das ações de controle realizadas pela Receita Federal, pela Polícia Federal, e pela Procuradoria da Fazenda Nacional.
A principal bandeira do PT em termos de Reforma Tributária é inverter a lógica dominante, a diminuir o peso dos impostos sobre o consumo e sobre o trabalho, favorecendo assim a classe média e os trabalhadores. Um modelo regressivo pesa mais sobre uma pessoa com a renda menor, razão pela qual não se justifica a manutenção do nosso modelo centrado no ICMS (imposto estadual).
Além disso, quem paga o imposto indireto não são os donos do capital, e sim os consumidores. É por isso que o Partido dos Trabalhadores propõe uma Reforma Tributária que desonere o consumo e o trabalho e que redunde na cobrança do capital e do patrimônio, leia-se, dos grandes patrimônios.
Não há nada de comunismo, nem de socialismo nesta proposta, pois é o modelo do capitalismo avançado, e uma das bases do pensamento liberal na sua versão revolucionária iluminista, adotado, inclusive, nos Estados Unidos.
Cito um exemplo. Uma pessoa que ganha salário mínimo e compra um saco de farinha com o preço de R$ 10,00 (dez reais), com 10% de ICMS, paga R$ 1,00 (um real de imposto). O mesmo valor é cobrado de uma pessoa que ganha R$ 100 mil por mês, mas o peso maior é para o mais pobre.
Em sentido contrário, com a adoção de um sistema progressivo de tributação, podemos seguir o modelo americano, onde há isenção para as faixas mais baixas de renda, e uma elevação das alíquotas para as faixas de maior renda, garantiria um maior equilíbrio e justiça fiscal. Na Alemanha, e na Inglaterra, por exemplo, o imposto de renda chega a 50% nos extratos de maior renda.
Ainda existe uma variável importante na discussão sobre Reforma Tributária que é a importância do ICMS para a composição do orçamento dos Estados e, neste ponto, São Paulo tem assumido a posição mais conservadora em relação ao resto do país. Geraldo Alckmin (PSDB) tem se posicionado de forma contrária a qualquer ajuste no ICMS, até porque realiza uma guerra fiscal pesada, especialmente no mercado das empresa de atacado.
Portanto, não é estranho que os meios de comunicação conservadores se posicionem contra o Partido dos Trabalhadores, pois há um conflito de interesses claramente apresentado.
Para aumentar a sua base de apoio, a mídia utiliza a mesma tática da propaganda nazista, disseminando informações distorcidas, fomentando preconceitos, e realizando a cobertura seletiva de fatos e eventos.
O principal alvo sem são as políticas sociais, as comunidades mais pobres ou excluídas socialmente. Também fomentam o preconceito contra os grupos com mobilidade territorial, como os nordestinos.
Historicamente há uma grande migração de nordestinos para o sudeste e o centro-oeste, especialmente em São Paulo e na Capital Federal. Como Dilma levou uma ampla vantagem nos Estados do Nordeste, a imprensa da direita creditou os resultados aos efeitos do Programa Bolsa Família e de outras políticas sociais, o que é outra absurda falácia.
Os Estados do Nordeste e o Rio Grande do Sul são os locais com o maior crescimento da economia atualmente, graças aos investimentos em novos modelos industriais e energéticos, como a indústria naval e eólica. E uma situação contrária à de São Paulo que vem passando por um grave período de estagnação econômica, especialmente pelo uso de mecanismos ultrapassados de gestão por Geraldo Alckmin, como a guerra fiscal.
Desde a ascensão de Mário Covas (PSDB), os sucessivos governos tucanos de São Paulo não investiram um centavo no sistema da Cantareira. Também foram omissos em relação às queimadas no Estado, o que contribui para a poluição e a inversão térmica. Esse somatório de omissões tucanas são os principais responsáveis pela crise da água, e não as árvores da Amazônia.
Se quisermos ampliar o debate geográfica sobre a crise hídrica de São Paulo, como já adverti anteriormente, vamos acabar nas principais bacias de captação em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná, todos Estados administrados pelo PSDB de Alckmin e Aécio Neves. Logo, se o Governo de Alckmin pretende dividir a responsabilidade pela crise de abastecimento, deverá fazer isto com o mesmo do seu próprio partido, e não buscar agentes externos.
No Rio Grande do Sul e na Bahia há um pesado investimento do Estado no desempenho de determinados segmentos, como a indústria da construção civil, agroindústria e na indústria naval, a política de investimentos de São Paulo resume-se ao interminável Rodoanel, obra que é investigada por indícios fortes de corrupção.
Ainda com relação a São Paulo, não podemos esquecer que o Estado é o segundo no país com maior número de beneficiários do Programa Bolsa Família em números absolutos, o que derruba a tese conservadora de que o voto em Dilma foi derivado exclusivamente dos programas sociais de renda mínima.
O Programa Bolsa Família, tão criticado pelos conservadores e oposicionistas é um sucesso de inclusão social, exatamente porque combina a renda mínima com políticas educacionais, como o PRONATEC, com inclusão produtiva (microcrédito, agroindústria, PRONAF, economia solidária, dentre outros).
Desde que foi criado, até 2011, mais de 40% dos beneficiários do Programa saíram deste para atividade econômica formal, demonstrando a importância dos resultados desta ação governamental não apenas para acabar com a miséria, mas para ampliar a nossa base de consumo e fortalecer a economia formal.
Tais informações demonstram que o fomento ao ódio contra o PT não está num possível aumento da corrupção. Ao contrário, nos 12 anos de governo do Partido de Trabalhadores foram realizadas 26 vezes mais ações de combate ao crime organização e à corrupção do que em todo o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Foram apenas 48 operações da polícia federal na era FHC, contra 1.273 nos Governos Dilma e Lula, com cerca de 15 mil presos. Entre os presos, encontramos a figura de Daniel Dantas, constante nos escândalos de corrupção do PSDB, como a privatização das teles e do caso Opportunity. Também não podemos esquecer do esquema de Cartel no Metrô de São Paulo, estranhamento ausente do noticiário da grande mídia, investigado pela polícia federal e pelo CADE.
Logo, a principal fonte do ódio pregado pelos meios de comunicação contra o Partido dos Trabalhadores é o risco da perda de poder e de status e das efetivas transformações sociais em curso. Assim como Hitler utilizava os judeus, ciganos e outros grupos como alvo, a direita fez a sua velha escolha: os pobres, os nordestinos e os beneficiários do Programa Bolsa Família. É lamentável que tais posturas da direita ainda passem impune aos órgãos de controle, especialmente o Ministério Público!
A prova cabal da manipulação de mídia pode ser encontrado no sítio eletrônico do Manchetômetro, produzido pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde está claramente descortinada a cobertura eleitoral realizada por todos os principais veículos de comunicação da imprensa oligopolista.
.oOo.
Sandro Ari Andrade de Miranda é advogado em Brasília/DF, Mestre em Ciências Sociais.
PO governador Geraldo Alckmin não foi transparente durante toda a crise. Vocês vão se lembrar que no último debate ele teve a coragem e desfaçatez de dizer que não faltava água em São Paulo e, passado o primeiro turno, começou a ficar escancarado o estelionato eleitoral dele e o tamanho real do problema. Naquela ocasião, vários bairros já estavam sem água na periferia de São Paulo, em Osasco e Itapevi, por exemplo. Visitei a região de Campinas hoje e já há bairros que há uma semana não recebem água. É uma situação que só prova o estelionado eleitoral do PSDB”, declarou o petista, que na noite desta quarta-feira (15) esteve em evento da presidente Dilma com professores da rede pública de ensino.
Sobre as pesquisas de intenção de voto que dão empate técnico entre Dilma e Aécio Neves (PSDB), o candidato derrotado do PT em São Paulo diz que o eleitor não pode levar em conta esses números na hora de decidir o voto.
Segundo Padilha, os institutos de pesquisas perderam a capacidade de mostrar a real situação da intenção de voto dos brasileiros no País inteiro, em virtude dos erros cometidos no segundo turno.
Para o petista, as pesquisas do Instituto Paraná Pesquisas e do Instituto Sensus, que colocam Aécio Neves muito na frente de Dilma, foram desmontadas pelos próprios Datafolha e Ibope divulgados nesta quarta – e que dão empate técnico de 51% para Aécio e 49% para Dilma Rousseff:
“São pesquisas com critérios bem duvidosos, que já foram desmontadas. O primeiro turno mostrou que as pesquisas hoje têm muita dificuldade de captar a realidade da decisão do voto do eleitor. Fui fortemente prejudicado com as pesquisas que foram divulgadas aqui no estado de São Paulo. Me tiraram trinta dias da cobertura dos telejornais por conta dessas pesquisas e, na reta final, não mostraram que estávamos brigando com o segundo colocado para ir ao segundo turno. Mais uma vez parece que o indicador mais fidedigno atual é o Databolsa. Porque toda vez que a Dilma cresce ou vai bem no debate, a Bolsa de Valores cai no outro dia pela manhã”, destacou Alexandre Padilha.
O ex-ministro da Saúde diz que está convencido de que a briga pela vaga de presidente da República no segundo turno se dará em São Paulo e a intenção do PT é buscar os eleitores que voltaram em Marina Silva na primeira etapa.
“Queremos mostrar que o projeto que o PSDB tem para o País não deu certo em São Paulo e não dará certo no restante do Brasil. Vejam o problema da falta d’água, do transporte e da violência. As urnas fizeram do PT um fiscalizador incansável do que acontece em São Paulo e nós vamos continuar cobrando os tucanos pelas coisas ruins que estão acontecendo. A crise da falta de água não é uma preocupação do PT, mas da população que já faz fila para encher os baldes em várias cidades do interior do Estado”, declara o petista.
Jeitinho BRASILEIRO PSDB de governar.
NÍVEL DO CANTAREIRA CAI PARA 5,5%. PIOR NÍVEL DA HISTÓRIA!
Os 6,5 milhões de paulistanos abastecidos pelo sistema Cantareira estão cada vez mais próximos do desabastecimento. Nesta terça (08) o nível do sistema caiu para seu pior nível histórico, de apenas 5.5%.
A redução do nível do sistema tem sido acelerada, com queda de quase cinco pontos percentuais no último mês. Na mesma dada do ano passado, a capacidade de armazenamento de água do reservatório era de 39,9%. Uma situação ainda mais crítica se consideramos a falta de previsão de chuvas para os próximos dias.
Diante disso a Sabesp já cogita o uso do “segundo volume morto” – água que fica nas profundezas das represas. Medida reprovada pelo Ministério Público Federal e Estadual, que entraram com uma ação civil pública na Justiça semana passada, pedindo a proibição do uso deste segundo volume, devido aos danos ambientais e à saúde da população que tal medida representaria.
A crise hídrica continua se aprofundando, sem que o governo do Estado assuma sua responsabilidade no processo – mais de dez anos sem garantir os devidos investimentos para a ampliação dos reservatórios. Apesar da reeleição de Alckmin no primeiro turno das eleições, seu governo não estará livre da insatisfação popular crescente diante dos racionamentos e da falta de água em inúmeros bairros da cidade de São Paulo e da região metropolitana. Resta saber por quanto tempo ainda conseguirão continuar manipulando a opinião pública, com o objetivo de defender seus interesses eleitoreiros.
#MandatoIvanValente
Ivan Valente
NÍVEL DO CANTAREIRA CAI PARA 5,5%. PIOR NÍVEL DA HISTÓRIA!
Os 6,5 milhões de paulistanos abastecidos pelo sistema Cantareira estão cada vez mais próximos do desabastecimento. Nesta terça (08) o nível do sistema caiu para seu pior nível histórico, de apenas 5.5%.
A redução do nível do sistema tem sido acelerada, com queda de quase cinco pontos percentuais no último mês. Na mesma dada do ano passado, a capacidade de armazenamento de água do reservatório era de 39,9%. Uma situação ainda mais crítica se consideramos a falta de previsão de chuvas para os próximos dias.
Diante disso a Sabesp já cogita o uso do “segundo volume morto” – água que fica nas profundezas das represas. Medida reprovada pelo Ministério Público Federal e Estadual, que entraram com uma ação civil pública na Justiça semana passada, pedindo a proibição do uso deste segundo volume, devido aos danos ambientais e à saúde da população que tal medida representaria.
A crise hídrica continua se aprofundando, sem que o governo do Estado assuma sua responsabilidade no processo – mais de dez anos sem garantir os devidos investimentos para a ampliação dos reservatórios. Apesar da reeleição de Alckmin no primeiro turno das eleições, seu governo não estará livre da insatisfação popular crescente diante dos racionamentos e da falta de água em inúmeros bairros da cidade de São Paulo e da região metropolitana. Resta saber por quanto tempo ainda conseguirão continuar manipulando a opinião pública, com o objetivo de defender seus interesses eleitoreiros.
MAIS UM #AÉCIOPORTO
Em 2010, durante a gestão do tucano Aécio Neves em Minas, o governo estadual anunciou o repasse de 5 milhões de reais para obras em um aeroporto inexistente no município de Itabira.
E agora?
AÉCIO NÃO MENTE JAMAIS
Leia o artigo do professor Rogério Cézar de Cerqueira Leite, na Folha de S.Paulo de hoje, sobre o choque de gestão de Aécio e a intenção de gastar menos na máquina pública e mais no cidadão:
“O choque de gestão de Aécio propunha poupar em gastos governamentais para aplicar em investimentos em saúde, educação e segurança, enfim, na qualidade de vida de toda população.
Ora, do total de investimentos entre 2004 e 2008, apenas 6,57% foram aplicados em educação, 8,78% em saúde e 6,87% em segurança. Os outros 77,8% foram, entretanto, aplicados principalmente em obras monumentais em Belo Horizonte, onde haveria maior visibilidade, não em obras de interesse imediato do cidadão.
Como consequência a criminalidade, ao contrário do que afirma Aécio, medida pelo número de ocorrências policiais aumentou em 69% de 2002 a 2008. Mas Aécio Neves não mente jamais.”
Rogério Cezar de Cerqueira Leite: O choque de indigestão de Aécio
O documento de 31 de janeiro de 2013, reverenciando os dez anos do choque de gestão promovido pelo governo do PSDB em Minas Gerais, inicia com a seguinte afirmativa: “O programa choque de gestão se tornou a principal referência em administração pública no Brasil”.
otarei em Dilma e, caso ela seja eleita, terá em mim um crítico implacável de seu governo. É assim que entendo o que chamam de democracia. O resto é balela.”
Opinião: Um Voto Crítico, Mas Convicto
O direito à oposição e o anseio pela alternância de poder são pressupostos básicos de um estado democrático. Desejar e acalentar o sonho de mudanças também é uma natural aspiração de todo cidadão.
Acho o governo Dilma criticável, como todo governo o é. Acho o PT criticável também, como todos os partidos o são. Como todo brasileiro, anseio por mudanças que urgem, embora reconheça que há mudanças políticas em curso neste governo que são louváveis. De qualquer modo, embora Dilma tenha seus pontos vulneráveis, não vejo adversário digno de sucedê-la. Mudar por mudar não me parece conveniente. Um dos argumentos mais usados pelos detratores da atual presidente e seu partido é o de que “estão há muito tempo no poder”. Esquecem que os tucanos há 20 anos ocupam o trono do governo de São Paulo (e há tempos vêm cometendo pecados sem perdão como o desmando irresponsável que gerou a crise de abastecimento de água no estado), isso sem falar nas oligarquias do Maranhão, há 48 anos roendo o osso do poder, e a de Alagoas, há outros tantos anos se perpetuando na política local (e estes casos nem devem ser levados em conta, pois, além de antidemocráticos, são imorais).
Um governo comprometido socialmente deve dirigir o olhar primeiramente aos desfavorecidos, aos excluídos do jogo social, isso é óbvio. Este governo que aí está fez isso. E o que não faltam no Brasil são pessoas vivendo em quadro de pobreza extrema, privadas dos direitos básicos de cidadão, massa de manobra barata para oligarcas usurpadores. Quando o buraco é muito fundo – e o fosso social no Brasil é pra lá de fundo -, não há como não ser assistencialista, infelizmente. Uma das frases feitas que mais me indignam neste pobre debate político (debate entre aspas) é a máxima hipócrita de que “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe”. Ora, como ensinar a pescar um sujeito devastado pela fome e pela doença?
Outro argumento usado à exaustão é o da corrupção, e não podemos nos enganar – todos os partidos, quando ocupam o poder, caem em tentação, para nossa desgraça. A diferença básica neste Fla-Flu de corruptos é que os do PSDB seguem impunes, os do PT nem tanto. Só a punição exemplar desses bandidos somada à vigilância social mais ferrenha poderá fazer banir esta “cultura da corrupção” que hoje impera no país, ou ao menos reduzir os seus índices.
Não sou petista nem sou apegado a partidos ou candidatos. Voto com independência. No primeiro turno, meu voto foi dividido entre candidatos do PSOL, do PSB e do PT. Isto me parece coerente. Se nos próximos anos aparecer uma grande e confiável liderança política de outro partido, não hesitarei em mudar meu voto, desde que seu projeto tenha viés socialista, único projeto político que penso ser viável no mundo de hoje. Isto também me parece coerente.
O que não me parece coerente é ver a ex-candidata Marina Silva, arauta da “nova política”, anunciando seu apoio à candidatura Aécio Neves. Todos sabemos que a sua trajetória de luta contra os barões malfeitores do Acre a aproxima ideologicamente mais do PT, e não foi à toa que ela assumiu a pasta do Meio-Ambiente no governo Lula. Isto que ela agora faz é velha politicagem, jamais nova política. Sabemos para onde miram os políticos do PSDB, e no que vai resultar um novo governo tucano (e faço questão de afirmar o mesmo repúdio às alianças eleitoreiras do PT com velhos caciques paroquiais como Sarney, Collor e Calheiros).
Se a intenção de parte do eleitorado era destronar o PT e Dilma a qualquer custo, então que votasse num partido mais à esquerda (sim, eles existem) e não num partido que reza na cartilha do datado neoliberalismo que levou à convulsão social e ao desemprego massivo países europeus sólidos como França e Espanha, e que quase levou o Brasil à bancarrota, na era FHC. Este, por sua vez, sociólogo pós-graduado na Universidade de Paris, tem como hobby disparar frases infelizes, como a recente declaração preconceituosa e separatista sobre os nordestinos e seu voto, segundo ele, catequizado. Com todo o respeito que possa merecer, o ex-presidente está na Idade Média da Sociologia. Avançamos muito nos últimos anos em termos de “pensamento social”. Não há porque retroceder.
Votarei em Dilma e, caso ela seja eleita, terá em mim um crítico implacável de seu governo. É assim que entendo o que chamam de democracia. O resto é balela.
P.S.: Peço aos internautas que queiram comentar, criticar ou divergir do meu texto, que o façam civilizadamente, com argumentos embasados, não com ofensas ou baixarias. De baixo, já basta o nível do debate dos nossos candidatos na corrida eleitoral.
Zeca Baleiro
(17 de outubro de 2014)
Jamilson Gomes de Sousa Eu e minha família sempre acreditou na senhora Dilma Rousseff
Por isso vamos votar em você 26 de outubro de 2014 e sempre 13 e PT
O mineiro Kennio Soares sabe o que diz. Ele é professor e viu de perto o que a gestão tucana fez com a educação em Minas Gerais.
Kennio não quer retrocesso para o Brasil e, por isso, vota Dilma!
CHICO TÁ COM DILMA!
Chico Buarque “Em 2010, votei na Dilma muito por causa do Lula. Este ano, voto na Dilma por causa da Dilma.” ♥
Agora vai ! KKKKKK
AÉCIO NÃO MENTE JAMAIS
Leia o artigo do professor Rogério Cézar de Cerqueira Leite, na Folha de S.Paulo de hoje, sobre o choque de gestão de Aécio e a intenção de gastar menos na máquina pública e mais no cidadão:
“O choque de gestão de Aécio propunha poupar em gastos governamentais para aplicar em investimentos em saúde, educação e segurança, enfim, na qualidade de vida de toda população.
Ora, do total de investimentos entre 2004 e 2008, apenas 6,57% foram aplicados em educação, 8,78% em saúde e 6,87% em segurança. Os outros 77,8% foram, entretanto, aplicados principalmente em obras monumentais em Belo Horizonte, onde haveria maior visibilidade, não em obras de interesse imediato do cidadão.
Como consequência a criminalidade, ao contrário do que afirma Aécio, medida pelo número de ocorrências policiais aumentou em 69% de 2002 a 2008. Mas Aécio Neves não mente jamais.”
Rogério Cezar de Cerqueira Leite: O choque de indigestão de Aécio
O documento de 31 de janeiro de 2013, reverenciando os dez anos do choque de gestão promovido pelo governo do PSDB em Minas Gerais, inicia com a seguinte afirmativa: “O programa choque de gestão se tornou a principal referência em administração pública no Brasil”
COISA DE POBRE X COISA DE RICO
Vale a pena entregar o nosso País a quem no passado deixou os mais pobres e a classe média de lado?
Igor Rousseff, irmão da presidenta Dilma, trabalhou na Prefeitura de Belo Horizonte entre 2003 e 2008, antes dela ser presidenta da República.
De forma alguma, isso pode ser considerado nepotismo, como tentou insinuar Aécio no #DebatenoSBT. E ele sabe disso!
Veja o vídeo de Fernando Pimentel.
Trabalhou não, recebeu sem trabalhar, como de costume do pt.
É bom lembrar! Votar no PSDB não é forma de protesto, mas falta de pegar um livro de história.
E votar no pt é falta de pegar qualquer livro em toda a sua vida!
Leia o artigo do professor Rogério Cézar de Cerqueira Leite, na Folha de S.Paulo de hoje, sobre o choque de gestão de Aécio e a intenção de gastar menos na máquina pública e mais no cidadão:
“O choque de gestão de Aécio propunha poupar em gastos governamentais para aplicar em investimentos em saúde, educação e segurança, enfim, na qualidade de vida de toda população.
Ora, do total de investimentos entre 2004 e 2008, apenas 6,57% foram aplicados em educação, 8,78% em saúde e 6,87% em segurança. Os outros 77,8% foram, entretanto, aplicados principalmente em obras monumentais em Belo Horizonte, onde haveria maior visibilidade, não em obras de interesse imediato do cidadão.
Como consequência a criminalidade, ao contrário do que afirma Aécio, medida pelo número de ocorrências policiais aumentou em 69% de 2002 a 2008. Mas Aécio Neves não mente jamais.”
Jô Souza Aécio Neves, está usando uma tática de persuasão muito usada por vários lideres. Construir uma imagem falsa de pessoa do bem, acima de qualquer suspeita e que ama e se preocupa com o próximo. Esses lideres maquiavélicos sabem que,uma vez que essa imagem for constuida, as pessoas podem falarem o que quiserem deles, apresentarem todo tipo de provas contra eles, que ninguém acreditarão. É o que aconteceu e acontece, com vários lideres mundiais … façam o que façam, roubam o que roubam, as pessoas continuam seguindo e acreditando neles. Achei muito bom a Dilma desmascará-lo no debate de ontem e lembrá-lo dos erros praticados por ele, e o fato de que todo ser humano é passível de cometer erros.
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“Por exemplo, o futuro ministro da Fazenda do Aécio, o Armínio Fraga, já disse que o salário mínimo é elevado. Não há como concordar que o salário mínimo seja elevado. Talvez o almoço e o jantar dele seja. Ele deva gastar mais que um salário mínimo nisso. Mas não é elevado o salário mínimo dos aposentados, dos trabalhadores.”
Aécio não representa o ideal da Rede, diz Célio Turino
Articulador da Rede diz que vitória tucana traria o neoliberalismo de volta, “uma lógica oposta à ideia da sustentabilidade”