Colégio Imaculada, turma de 61
O professor-doutor Enio Giotto, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), taperense e leitor do Blog, me enviou e-mail comentando sobre uma foto que circula no Facebook, de uma turma de alunos do então Colégio Imaculada de Tapera, atual Instituto Imaculada, que por muitos anos foi das freiras.
Na foto, segundo o Enio, tirada na frente do antigo prédio de madeira, aparece muita gente que ainda reside em Tapera, outros estão fora daqui, como ele, e outros ainda já devem ter partido para a eternidade.
Eu lembro do Colégio Imaculada, pois estudei lá, assim como estudei no Ginásio Taperense, que depois se transformou na Escola Dionísio Lothário Chassot. E também estudei no Grupo Escolar Barão de Caçapava que foi incorporado pelo Ginásio Taperense.
Do prédio antigo do Imaculada, lembro que no centro havia um jardim, com bancos e árvores, onde o pessoal se reunia antes da aula e no intervalo e onde se concentravam os alunos quando precisavam ir à escola, fora do turno de aula. À esquerda, quase próximo a atual Escola Dionísio, havia um salão onde eram feitas as reuniões e apresentações e onde era dada a catequese. Também lembro da sala onde ficava o piano. Quando em aula ou não, se ouvia o som dele tocado pelos meninos e meninas. Aquilo relaxava os elétricos como eu. Quando passava pela sala e não tinha ninguém nela, eu entrava e arriscava alguns toques. Não saia nada, claro, mas o som do piano era diferente de tudo eme encantava.
Também lembro de algumas freiras. Todos tinham medo da diretora a Irmã Rosana, que não dava docinho a ninguém e raramente ria. A freira, baixinha e magra, era muito séria e severa. Com ela a disciplina imperava, sempre. Muitas crianças de hoje deveriam ter passado pelas suas mãos.
No Imaculada, nunca precisei me ajoelhar em grãos de milho, de castigo. Mas, cansei de ficar no canto da sala, no fundo, ou fora dela, devido ao excesso de conversa e eu conversava muito em aula. Os professores, freiras e leigos, me castigavam rindo. Pode uma coisa dessas? E como educar alguém assim? Pois, naquela época eles conseguiam e depois, em casa, tinha a severidade da dona Tecla que enlouquecia com o caderninho de anotações.
Valeu, Enio. Obrigado pela dica e continue sempre prestigiando este humilde escriba. Um grande abraço.
O Colégio Imaculada, atual Instituto Imaculada, é parte (viva) da história de Tapera.
Caro Fábio
Obrigado pelo registro, não só o meu agradecimento, como também com certeza, o de muitos taperenses, que hoje residem fora de nossa querência, mas que conservam intactos e fortes os laços sentimentais de gratidão e orgulho de pertencer a essa terra que nos criou e nos forjou.
O Colégio Nossa Senhora Imaculada, é referência em nossas vidas, seja pela excelência da educação recebida, mas também pelos primórdios de nossa formação como pessoa, pois era um ambiente educacional que reunia, o ensino formal e a educação religiosa integrados a uma educação que hoje dizemos como cidadã. Aprendemos a valorizar princípios, que até hoje passados 50 anos ainda nos norteiam em nossos caminhos.
Só tenho a agradecer ao Colégio Nossa Senhora Imaculada, pelos 7 anos profícuos de convivência ( Jardim de Infância, Pré-primário, 1 a 5 anos do Primário), pela extraordinária formação recebida, pelos amigos de infância e de toda a vida.
Registro igualmente, o agradecimento e reconhecimento a Professoras como a Anna Mari Simon, Célia Pasinatto e Irmã Lourdes entre outras, pela dedicação que sempre demonstraram, para nos ensinar. Aprendemos, minhas queridas professoras, e hoje o registro de minha saudade de vocês e dos meus sempre colegas de aula nesses 7 anos felizes da minha vida.
Enio Giotto
Parabéns Ênio.
Mesmo morando longe, sempre antenado com Tapera.
Passados 50 anos, tuas lembranças e saudades demonstram uma sensibilidade diferenciada, descritas com elegância e simplicidade.
É bom saber que tu está por aí.