Calados
O presidente da FIFA, Joseph Blatter, revelou que ninguém da entidade, nem a presidente Dilma, falarão na abertura da Copa do Mundo, no jogo Brasil e Croácia, na Arena Corinthians, em São Paulo. O temor de uma vaia, como aconteceu na Copa das Confederações, em Brasília, em 2012, assusta e constrange os cartolas da Federação Internacional de Futebol. A FIFA está arrepiada com o Brasil.
E que tal os preços das bugigangas que a FIFA está vendendo nesta Copa? Ela deve achar que a nossa moeda é o Euro.
compra quem quer, se são bugigangas, certamente são desnecessárias, portanto, se pode pode, senão pode…não vão fazer falta
do Reinaldo Azevedo
Oh, não me digam! Então o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) concluiu, finalmente, que há indícios de formação de cartel na compra de trens dos metrôs de Porto Alegre e Belo Horizonte, ambos subordinados a estatais federais? Eu sei disso desde o dia 13 de agosto do ano passado, quando escrevi uma série de textos a respeito.
O que baixou no CADE? Um mínimo de bom senso? Simancol? A velha e boa vergonha na cara? Vamos ver.
As empresas que fornecem equipamentos para o metrô e para a CPTM, em São Paulo, são as mesmas que fornecem para estatais do governo federal. Eu me perguntei, então, em agosto do ano passado: “Será que elas só fizeram cartel em São Paulo? E com as estatais federais?”.
Fui escarafunchar a história e encontrei algo muito interessante na construção dos metrôs de Porto Alegre, que é comandado pela Trensurb, e de Belo Horizonte, comandado pela CBTU. As duas são estatais federais.
Em 2012, a Trensub fez uma licitação para a compra de 15 trens de quatro carros cada um, orçada em R$ 243,75 milhões. Quantos consórcios apareceram? APENAS UM, formado por quem? Pela Alstom e pela CAF. A primeira empresa ficou com 93% do contrato, e a segunda, com 7%.
Muito bem! 13 dias depois da assinatura desse contrato, houve o anúncio para a licitação de Belo Horizonte, aí orçada em R$ 171,9 milhões. Quantos consórcios apareceram? Apenas um de novo. Formado por quem? Pelas mesmas Alstom e CAF. Desta vez, a Alstom, que havia ficado com 93% do contrato de Porto Alegre, ficou com apenas 7%. E a CAF, que havia ficado com 7% no outro, ficou com 93%.
Esse foi o tom do evento ocorrido ontem para celebrar os 20 anos do Plano Real, aquele mesmo que os principais petistas rejeitaram e que conseguiu finalmente derrotar a hiperinflação brasileira.
Armínio Fraga, o ex-presidente do Banco Central, foi o que fez as críticas mais duras: o mercado já rebaixou o Brasil, e a política macroeconômica do governo federal é “esquizofrênica”.
Para Armínio, a “economia vive um momento de grande frustração e grave perigo”. Ele resumiu:
Os problemas de hoje vêm desde o segundo mandato do presidente Lula quando se abandonou um modelo mais equilibrado na direção do que se chama hoje de nova matriz, com política macro mais frouxa, muito foco no consumo e pouco foco na produtividade em geral.
Gustavo Loyola também foi enfático no diagnóstico:
Houve sim retrocessos e é preciso retomar o fio da meada que foi perdido lá atrás. É preciso consertar o que foi feito de errado. A partir da crise de 2008 o Brasil começou a flertar com políticas muito heterodoxas de politica econômica que não tinham nada de novidade. A rigor era a volta ao passado: o inflacionismo brasileiro.
Para Loyola, o governo é “gastador”, e o país precisa avançar, fazendo reformas tributária, da previdência, do estado, além de retomar a questão da autonomia formal do Banco Central. Gustavo Franco chamou o modelo atual de “dogmático e populista”.
Quem acompanha meus artigos sabe como sou crítico ao PSDB. Considero os tucanos tímidos demais como oposição, e esquerdistas demais como governo. Defendem uma social-democracia ainda muito distante do liberalismo que eu prezo.
Mas é inegável a distância que os separa dos petistas, em todos os aspectos. Há um abismo intransponível entre eles, seja pelo viés autoritário e bolivariano do PT, ausente no PSDB, seja pelo quadro técnico de seus principais economistas.
O PSDB demonstra ter uma equipe preparada para encarar reformas importantes e necessárias para o Brasil. Não seriam aquelas ideias do ponto de vista liberal, naturalmente. Mas em política, o ideal pode ser inimigo do bom. Quem não tem cão, caça como gato.
Foram esses economistas de certa forma que criaram o Plano Real e tiveram mérito em criar o maior programa social brasileiro desde a redemocratização: uma moeda sólida. O imposto inflacionário é o mais cruel, especialmente para os mais pobres.
Como comparar esses nomes ao de Guido Mantega, Arno Augustin ou Aloizio Mercadante? Não dá nem para o começo. Por isso fico espantado, confesso, com muitos colegas mais liberais que colocam o PT e o PSDB no mesmo saco podre e pregam o voto nulo. Isso, não custa repetir, é o mesmo que escolher o PT, muito pior do que o PSDB.
E estou, aqui, falando apenas de economia, para nem entrar em outras questões, como Foro de São Paulo, aparelhamento de toda a máquina estatal, mensalão (não venham falar do “mensalão” mineiro, pois uma coisa não tem nada a ver com a outra), ideologização do Mercosul, importação de milhares de escravos cubanos, tentativa de controlar a imprensa, etc. A lista é longa.
O foco é apenas economia nesse texto, o que já seria suficiente para expor o enorme contraste entre ambos. Se você está satisfeito com o nacional-desenvolvimentismo que tem afundado nossa economia, então não posso fazer nada; há masoquistas que celebram a mediocridade ou mesmo o caos.
Mas se você acha que o Brasil pode mais, muito mais, então não resta dúvida de que esse time de economia presente nesse seminário sobre os vinte anos do Plano Real está bem mais capacitado para tocar as nossas políticas macroeconômicas.
Rodrigo Constantino
“Petralha gracioso”,’ o dos pseudônimos.
Faça uma crítica razoável, sem o destampatório de estultices.
Lembre que outras pessoas lêem esses blog, além dos eventuais petistas com mais de 12 anos, que, não se sabe como, foram alfabetizados, uma vez que, segundo vocês, foi nesta época de ouro que se iniciaram as bem-aventuranças na terra de lula I, o Apedeuta!
Era um evento “celebrante” ou um velório?
Com esses mortos-vivos, múmias e zombis, mais parece um féretro rumo ao abismo.
O seu Cê Noura já dizia:
– “Velho tem que ficar em casa”.
Post de Augusto Nunes, direto ao ponto:
Imagine um zagueiro que, aos 45 minutos do segundo tempo, ignora as advertências dos companheiros e faz o gol contra que leva à prorrogação. No intervalo, o dono da bola aproveita a saída involuntária de um craque do time que dominava a partida para substituí-lo por um novato disposto a ajudar o adversário. O truque não impede a derrota da pior equipe, mas a vitória fica com cara de empate. Em vez de envergonhar-se da jogada irresponsável que mudara o rumo da partida, o zagueiro trapalhão usa os segundos finais para caprichar em embaixadas, passes de trivela e outras firulas inúteis.
O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, primeiro condenou com singular veemência os quadrilheiros do mensalão. Em seguida, resolveu socorrê-los com a aceitação de embargos infringentes de aplicação tão duvidosa que foram rejeitados por cinco ministros. O voto de Celso de Mello forçou um segundo julgamento. Graças a mudanças espertas na composição do Supremo Tribunal Federal, os culpados já se haviam livrado da acusação por formação de quadrilha quando Celso de Mello começou a ler o seu palavrório. Sem aparentar remorso, voltou a afirmar que os corruptos juramentados são também quadrilheiros. Merecem, portanto, ficar um bom tempo na cadeia da qual logo sairão graças à vaidade e à teimosia do decano.
Celso de Mello é o zagueiro de toga.
Faça sua aposta:
Com o fim do Mentirão, o que será de Joaquim Barbosa?
– vai apitar jogo do Bangu
– vai ser candidato a senador pela UDN
– vai desengavetar o Inquérito 2474
– vai julgar o mensalão tucano
– vai comprar terno em Paris
– vai morar em Miami
– vai descer a planície rumo ao ostracismo
(Do Conversa Afiada)
Alguém me acode.
Li no Correio de hoje uma afirmação do Jerôme Volkmer, secretário geral da Fifa, que não há dinheiro público envolvido na Copa. E o disse “peremptóriamente”, como costuma escrever o Rino Ceronte.
E disse mais, que tenho vergonha até de escrever.
Afinal.
Seria o secretário um grande mentiroso?
Ou mentirosos são os que escrevem aqui, toda hora, achando que o dinheiro das escolas e da saúde estão empregados na Copa?
Ou talvez o Correio esteja mentindo?
Alguém me acode?
Dilma, que custa dar um sorriso quando é aplaudida, vira jararaca quando recebe vaias, algo que está se tornando muito frequente – tanto que ela já desistiu de discursar na abertura da Copa da Corrupção:
A presidente Dilma Rousseff se irritou nesta sexta-feira, 14, com um protesto em evento do Minha Casa Minha Vida, em Tocantins, e disse que os manifestantes “nasceram em berço esplêndido” e “nunca ralaram”. O evento contava com um grupo de simpatizantes da presidente, que estava na parte da frente do palanque, e um ruidoso grupo de pessoas com cartazes contra a Copa do Mundo e reivindicando moradias.
Durante o discurso da presidente, os manifestantes misturavam vaias, apitos e ainda cantavam o hino nacional. Dilma acabou se irritando com o protesto e fez uma exaltada defesa de sua política social, em especial, o Minha Casa Minha Vida, programa que entregou nesta sexta 1.788 casas para famílias carentes de Araguaína (TO). “Aqueles que não dão importância para as pessoas que não têm casa própria é porque nasceram em berço esplêndido e aqueles que não valorizam o cartão do Minha Casa Melhor é porque nunca ralaram de sol a sol para comprar uma geladeira, um fogão e uma cama”, disse Dilma, sob aplausos de políticos do Estado e parte dos moradores e sob vaias dos manifestantes.
A presidente fez um discurso em tom político, repetindo um velho bordão do governo Lula de que, no passado, as pessoas não podiam ter uma casa. Dilma ainda lembrou que o ex-presidente Lula levou um Campus da Universidade Federal de Tocantins para Araguaína.
Antes da presidente falar, o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, deu o tom da campanha do governo para promover a presidente. “Vossa Excelência faz história porque a senhora se preocupou com as pessoas que mais precisam e foi a presidente que mais fez casa e saneamento”, disse o ministro, ignorando a prática habitual de lembrar o ex-presidente Lula.
Dilma, durante o evento, não respondeu ao governador do Tocantins, Siqueira Campos, que em seu discurso reclamou do elevado preço da energia no Estado e da falta de investimentos em usinas hidrelétricas e termelétricas.
O evento ocorreu debaixo de uma tenda e, por pouco, não foi cancelado em razão da intensa chuva que caiu à tarde no norte do Tocantins.(Estadão).
A Presidente Dilma se irritou com um manifestante em Tocantins.
E nós com isso?