Empate amargo
No sábado, cheguei ao Ginásio Poliesportivo, e a primeira pessoa que encontrei foi o Cali Crestani, presidente do Grêmio Esportivo América e patrocinador – Cegel – do time campeão da Série Prata 1996. Ele chegou e me pediu o que achava do jogo. Disse a ele que, analisando a tabela, com a América em 3º e a Sapucaiense em 9º, daria Tapera. E com folga. Errei, pois o América empatou no limite de tempo e o resultado foi comemorado, dentro e fora da quadra, como se tivesse havido goleada.
O jogo começou bem, com o América/GF/Fepol/Marasca bem postado em quadra, atrás e na frente. O time marcava e tocava a bola. Aumentar o escore era questão de tempo, mas isso não aconteceu, pelo menos na primeira etapa. O primeiro período terminou 2 a 0 para Tapera. E o pessoal achou, inclusive eu, que tudo aconteceria na etapa final, porque o América só venceu por goleada nesta temporada e naquela noite haveria uma nova. Pois ela não veio. Aliás, o que veio foi um tremendo cagaço. Quando o Sapucaiense fez 3 a 2, eu e todos que estavam no Poli, enlouquecemos. Eu e os demais que estavam na tribuna de honra, olhamos uns para os outros, não acreditamos no que estávamos vendo.
O time de Ronaldão abusou de errar gol e de não passar a bola a quem estava melhor posicionado para marcar. Também, pelo excesso de preciosismo de alguns jogadores. Essas três coisas, se não forem corrigidas, poderão virar uma grande dor de cabeça e, na hora de se fazer contas, vai faltar número. E isso não é nenhuma surpresa em Tapera, porque já aconteceu muitas vezes aqui. Lembram?
Mas, o que parecia que aconteceria, não aconteceu. O América começou a se “achar” em quadra e a Sapucaiense, que esteve focada o tempo todo no jogo, viu que seu adversário não era perigoso e tratou de ajeitar o cenário para si. E deu certo. Marcando, tocando e atacando foi lá e sacudiu o América, que nem viu de onde veio o raio. Faltando 22 segundos para o fim da partida, o América acordou e empatou. Imagine, um jogo que tinha tudo para se somar 3 pontos, ganhar 1 e comemorar como se tivesse vencido. O América, se quiser vencer, vai ter de querer vencer.
Não vamos fazer terra arrasada, mas o América/GF/Fepol/Marasca precisará ser mais sério em quadra, afinal o turno está no fim. E sábado (15/06), tem clássico contra o Arsenal, em Não-Me-Toque.
RONALDÃO – Me contaram que o treinador americano teria ficado chateado comigo porque o chamei de paraiba. Professor, não me queira mal, pois o paraiba é de coração, assim como chamo os amigos catarinenses de catarina. Grande abraço, e endireita esse time.
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