Blog do Sarico

Quem fez (e faz) história na política de Tapera


Eu acompanho as sessões da Câmara de Vereadores de Tapera (RS) pelo JEAcontece, jornal eletrônico do qual sou seu diretor e editor, e toda vez que entro ou saio de lá, eu olho aquele mural de fotos contendo todos os vereadores que ocuparam assento na Casa, nestes quase 70 anos de história do município.

Pois, me dei ao capricho de fotografar todas as 17 legislaturas para fazer um levantamento de quem fez história na política por aqui.

A primeira legislatura durou um ano (28.02.1955 a 31.12.1959). Houveram ainda duas de seis (6a de 01.01.1977 a 31.01.1982 e 7ª de 01.01.1983 a 31.01. 1988) e as restantes 14 de quatro anos cada.

Quem mais vezes ocupou assento na Câmara:
– 8x: Hercílio Lenoir Steffens (PTB, MDB e PDT)
– 5x: Hermes João Crestani (PSD, UDN, ARENA e PDS) e Joel Alves dos Santos (PMDB e PTB). Luiz Carlos dos Santos, o “Pipe” (PTB, PSB e PP), também tem cinco mandatos, porém em 2001, como suplente, ele assumiu a vaga de Joel Alves dos Santos, que foi para a Prefeitura.
– 4x: Alcides Maldaner (PDT)
– 3x (9): Ivaldo Corazza (PMDB/PTB), João Ademar de Castro (PPR/PPB), João Maximiliano Batistella (PTB), João Roque Simon (MDB-PMDB), José Nelson Balensiefer (PDS-PP), Natalino Frighetto (PMDB), Neri Nunes dos Santos (PPB-PP), Romeu Cláudio Kloeckner (PTB-PMDB) e Varonil Esmério da Costa (PSD)
– 2x (16): Adelar Antônio Gatto (PT), Adolfo Albino Werlang (PSD), Alcides Benno Utzig (PTB), Ana Otacília Peres Godinho Cassol (PDT), Alvinho Idalvon Lauxen (PPB-PP), Aurélio Antônio Vicari (PPR-PTB), Claudio Schultz (PDT), Elias Goulart (PPS-PP), Hugo Germann (PSD), João Mário Kloeckner (MDB), José Deolino Guarnieri (PDT-PMDB), José César Bortolan (PPR-PPB), José Guilherme Dallmagro (PTB), Luiz Carlos Ritter (PTB), Rafael Viero (PMDB) e Renato Luiz Cassol (PDT)
– 1x (56): Adão Olivério Dahmer (PTB), Ademar Orlando de Castro (PMDB), Afonso Koehler (Arena), Affonso Knob (UDN), Albano Welter (PTB), Alexandre Durigon (PP), Aloysio Haunss (PSD), Altemir Rogério Krapper (MDB), Antônio Gilmar Siqueira (PMDB), Antônio Domingos Giulian (Arena), Armando Hünning (PMDB), Armindo Gehrke (Arena), Arthur Graeff (PSD), Celso Dallanora (PPB), Clóvis Inácio Steffens (PDT), Décio Wagner (PDS), Edio Schrader (PDS), Elpídio Bervian (PPB), Enio Viero (PMDB), Evandro Alves Valente (PP), Franquelin Bierende (PPR), Generino Gabriel de Moraes (PT), Herberto Schoelkopf (MDB), Irineu Spenthoff (Arena), Ivanor Domingos Pasetti (PDT), Jacson Lauxen (PDT), João Delmar Maldaner (PDS), João Eroni Bolico (MDB), Jorge Hübner (PT), Jorge Luís de Quadros (Arena), Jovani Ozelame (PTB), Libório Kuhn (PTB), Lucy Lurdes Werlang Rotta (Arena), Luiz Fernando Campeol (PP), Luiz Oldemar Roething (PMDB), Luiz Carlos Pereira Teodoro (PT), Márcio Paulus (PP), Maria de Lourdes Mombelli (Arena), Maria Delfina Cerutti (PPR), Neri Guilherme Artmann (PMDB), Nestor Arnemann (PDS), Osmar Casemiro (PTB), Osvaldo Henrich Filho (PP), Patrícia Mariani (PT), Paulodir José Zanette (MDB), Paulo Roberto Moraes (PMDB), Roberto Luiz Visoto (PMDB), Rogério Luis Kloeckner (PP), Severo Werlang (UDN), Solange Terezinha Vieira Goettems (PP), Valdir Coletti Rotta (Arena), Valdir Pasinato (MDB), Vanessa Kuhn (PTB), Vanize Mara Rutzen (MDB), Venildo José Borghetti (MDB) e Walter Scherer (Arena)

Ao todo, Tapera teve 105 vereadores por 14 partidos políticos.

E na Prefeitura, quem comandou o município?
– 4x: Ireneu Orth (PDS, PPR e PP)
– 3x: João Maximiliano Batistella (PTB e MDB)
– 2x: Luiz Antônio Brunori (PMDB) e Volmar Helmut Kuhn (PMDB)
– 1x: Dionísio Lothário Chassot (PSD), Isidoro Gregório Simon (ARENA), José Nelson Balensiefer (PPB), Nestor Arnemann (PTB), Osvaldo Henrich Filho (Progressistas) e Romeu Claudio Kloeckner (PTB).

Volmar Kuhn renunciou ao cargo de prefeito no dia 14 de fevereiro deste ano, fato histórico no município, e em seu lugar assumiu o vice Osvaldo Henrich Filho, o “Prego”.

Foram 10 prefeitos por 13 partidos políticos.

Prefeitos que foram vereador (5): João Maximiliano Batistella, José Nelson Balensiefer, Nestor Arnemann, Osvaldo Henrich Filho e Romeu Claudio Kloeckner.

Prefeitos que não foram vereador (5): Dionísio Lothário Chassot, Ireneu Orth, Isidoro Gregório Simon, Luiz Antônio Brunori e Volmar Helmut Kuhn.

Lembrando nossos vice-prefeitos: Ademar Orlando de Castro (MDB, Alberto Hilário Henrich (PSD), Antônio Bonato (MDB), Antônio Fredolino Bervian (PDS), Henrique Bratz (ARENA), Ivaldo Corazza (PTB), João Moisés de Castro (PMDB), João Roque Simon (PMDB), Jorge Gregório Paulus (PT), Jorge Luiz de Quadros (PP), José Nelson Balensiefer (PPR), Osvaldo Henrich Filho (PP), Roberto Luís Visoto (PMDB), Rosalino Durigon (PTB), Teodoro Júlio Erpen (PTB) e Volmar Helmut Kuhn (PMDB).

José Nelson Balensiefer ocupou todos os cargos políticos em Tapera, sendo vereador, vice-prefeito e prefeito, nesta ordem.

Neste ano, no dia 06 de outubro, teremos nova eleição para prefeito, vice-prefeito e vereadores. E nesta quais serão as novidades nas duas Casas? Enfim, qual será a surpresa desta eleição, por que sempre há uma ou mais de uma.

Poluição na rede


Eu participo de mais de duas dezenas de grupos de notícias no WhatsApp, que deveriam ser exclusivamente de notícias, de fatos, mas que tem de tudo, até polêmica; e me impressiona a quantidade de inverdades que são postadas diariamente na rede. E o que me deixa mais perplexo é que tem gente do meio jornalístico e pessoas altamente esclarecidas embarcando nestas roubadas, tudo por questões políticas.

Tem muita mentira na rede, distorção de fatos, e isso causa um desserviço ao trabalho que está sendo realizado para recolocar o Rio Grande do Sul nos trilhos, o que levará décadas para acontecer. Mentiras desmobilizam pessoas.

Eu não vou entrar em detalhes sobre o que foi postado que não corresponde à verdade, por que são muitos e para não assanhar um lado e nem o outro, mas é preciso que esse pessoal saiba que toda mentira que vai para a internet vira em lucro a quem as criou, porque eles sabem que o tema viralizará em todo o país. E eles riem muito pelo caos criado e disseminado e também pelo lucro obtido. Quanto mais acessos mais ganhos, afinal a internet virou uma grande fonte de renda e a cada dia novos ricos vão surgindo.

Nesta semana, encontrei dois amigos que me falaram sobre dois fatos envolvendo as enchentes. Eu, então, mostrei a eles que a notícia não era verídica que se tratava de uma mentira. Mesmo vendo a verdade os dois colocaram em dúvida a credibilidade do desmentido, fato que não me surpreendeu nem um pouco.

É preciso, antes de passar algo adiante, verificar se a notícia procede, por que até provar o contrário demora um certo tempo e o estrago já está feito, além de ter deixado alguém um pouco mais endinheirado.

Não se apegue a títulos. Leia a publicação toda e busque ver se o fato é ou não verdade. É o correto a fazer. Às vezes, a paixão ideológica nos deixa cegos.

Pensamento do Dia


“Trabalhe duro para ter a vida que sonha, mas não se esqueça de ser feliz com a vida que tem”.

Desconheço a autoria.

Refugiados climáticos


O Rio Grande do Sul está vivenciando a maior catástrofe natural de sua história, em decorrência da crise climática global. Em algumas cidades, onde a água das enchentes já baixou, como na Serra e no Vale do Taquari, já é possível observar a destruição provocada pela força das águas. As imagens são chocantes e inacreditáveis, revelando um verdadeiro cenário de guerra.

Em Porto Alegre e na região metropolitana, os alagamentos não estão dando trégua e, por enquanto, o que se sabe é que a cidade de Eldorado do Sul, que está totalmente submersa, praticamente, não existe mais, dada a devastação causada pela enchente.

O fato é que todos esses lugares afetados terão grandes desafios pela frente. Mas, como reconstruir residências – ou, até mesmo, cidades inteiras – nos mesmos lugares, próximos a rios? E o risco ao qual essas populações estarão submetidas, considerando a probabilidade de que essas catástrofes naturais, infelizmente, se repitam?

O exemplo do Vale do Taquari é claro nesse sentido, tendo em vista que a região foi afetada por uma enchente devastadora há apenas oito meses. As cidades estavam recém se recuperando e já foram novamente pegas de surpresa por esse mesmo terror. Isso não pode mais acontecer, pois o povo não merece passar por tanto sofrimento.

O ideal é que essa reconstrução se dê em áreas mais seguras, longe de encostas e margens de rios. Mas, como transferir as populações para esses locais, fazendo-as deixar para trás o seu habitat, as suas memórias e o apego ao seu lugar de origem? É uma situação dramática, pela qual ninguém deseja passar.

Hoje, todos os gaúchos que estão em abrigos ou que tiveram que se deslocar para outras regiões, para escapar das enchentes ou da devastação causada por elas, são considerados “refugiados climáticos” –tal como os refugiados das guerras e de outros conflitos que aconteceram/estão acontecendo no mundo, os quais perderam todos os seus bens e tiveram que migrar para outras áreas, buscando sobrevivência.

E, infelizmente, tendo em vista as projeções em relação à crise climática, é grande a tendência de que venha a ocorrer, com frequência, fenômenos naturais graves, como enchentes; avanço do nível do mar em cidades costeiras; e estiagens severas. E isso acabará inviabilizando a vida da população em certos locais, fazendo com que as pessoas busquem moradia em lugares mais seguros – aumentando, assim, o número de refugiados climáticos, com o passar dos anos.

É difícil manter a esperança em um cenário como esse. A realidade e as perspectivas futuras são amargas. Hoje, podemos estar seguros nos locais em que moramos, mas, amanhã, não se sabe.

Por fim, destaco que, neste momento, o que podemos fazer para ajudar os nossos conterrâneos é prestar-lhes ampla solidariedade, doando mantimentos e vestimentas, bem como atuando na limpeza e na reconstrução das áreas afetadas. Que sirvam nossas façanhas de modelo à toda a terra.

O cachorrão do Sabino


No começo dos anos 1980 chegou em Tapera um cara vindo de Encantado (RS) trazendo uma novidade que de cara caiu no gosto dos taperenses: o Sabino, da Silva se não me falha a memória, que instalou um trailer de lanches na esquina da Rua Duque de Caxias com a Avenida XV de Novembro, onde hoje está o Skina Lanches. Postado na rua, ele ficava na frente de uma imobiliária e ao lado da Tenda da Lola e do lado desta o Açougue dos Seibel.

O Sabino trouxe para cá os cachorrões ou hot-dogs, daqueles com bastante complementos feitos normal e prensado, com uma ou duas salsichas.

Pois aqueles cachorrões eram diferenciados dos atuais a começar pelo tamanho. Os pães eram grandes e aquecidos no vapor e ainda nas várias repartições de inox ele tinha tudo quanto era tipo de tempero, tudo da preferência do cliente.

Aquele cachorrão, que era muito gostoso, talvez por ser uma novidade em Tapera, era para ser degustado bem devagar e com muitos guardanapos, porque a “lambuzeira” era grande devido ao molho que ele colocava dentro.

Nas noites de sexta, sábado e domingo, depois do cinema, que ainda estava na Avenida e que era o que tínhamos na cidade naquela época, era obrigatória a parada no Cachorrão do Sabino para jantar. Depois, a gente procurava um baile onde havia, pois as promoções eram raras naquele tempo. Não é como hoje que tem promoção de todos os tipos em todos os lugares todo final de semana. No domingo, na saída do cinema, fazíamos o lanche rapidamente para poder pegar os gols do Fantástico. Olha os programas que tínhamos na nossa juventude…

Depois de alguns anos, o Sabino vendeu o cachorrão para um tal de Carlão e retornou para Encantado. O Carlão tirou o trailer da rua e o instalou no terreno onde estava o Cinema Avenida, que havia sido demolido. O cinema foi para o final da Rua Rui Barbosa. Mais tarde, o terreno foi requisitado para dar lugar ao prédio onde hoje estão a Loja Andriolli e a Farmácia Essência. O Carlão colocou o cachorrão à venda. O Sabino, de volta a Tapera, o comprou. Ele pegou o trailer e o levou para o terreno localizado na esquina das avenidas XV de Novembro e José Baggio, onde hoje estão o Bimba Bazar, a Fotolândia, entre outros. Como o terreno era espaçoso o cachorrão foi ampliado com mesas e cadeiras e com isso a freguesia foi aumentada. Depois das festas, de madrugada, era normal o pessoal ir até o cachorrão para fazer uma boquinha que ainda estava aberto.

Em 1984, o Sabino foi embora e vendeu o trailer para os irmãos Galvagni, o Gelson, Jacó, Juarez, Jandir e Gilnei, que tocaram o negócio até 1995 quando o terreno foi vendido para a construção de prédio em questão, e mudaram de ramo.

Lembro ainda, que os irmãos criaram em 1986, ao lado do cachorrão, numa casa de madeira que havia, o Penúltimo Bar e Restaurante, o último que fechava em Tapera, e que igualmente marcou época na cidade. Ele funcionou até 1997, quando alguns deles assumiram o restaurante do Clube Aliança.

Detalhe. Foi nesta casa onde começou a Toca do Coelho, no ano 2000.

Eu gosto demais de um cachorrão bem temperado, mas nunca mais comi um igual aqueles que o Sabino fazia. Não sei se por que era uma novidade aqui em Tapera, mas ele era muito gostoso. O pessoal ainda se lembra daquele lanche feito por ele, que nunca mais se teve notícias sua.

Em tempo. Procurei por fotos do trailer, mas foto naquele tempo era algo dispensável e caro. Se alguém tiver que me repasse.

Pensamento do Dia


“Envelhecer é um processo extraordinário em que você se torna a pessoa que você sempre deveria ter sido”.

David Bowie, cantor

Vem mais asfalto aí


Após asfaltar quatro vias na cidade e uma na Vila Paz, a administração municipal de Tapera (RS) já pensa em asfaltar outras mais, numa segunda etapa. A informação me foi dada pelo prefeito Osvaldo Henrich Filho.

Segundo ele, se o Estado não liberar recurso do seu programa de pavimentação o município bancará as obras.

Eu pedi ao prefeito quais ruas seriam pavimentadas, mas ele prefere não falar agora por que poderá haver alteração.

Osvaldo disse que pretende asfaltar a Avenida XV de Novembro, mas está aguardando um estudo que está sendo feito neste sentido.

Além da Avenida, as seguintes ruas poderão receber asfalto:
– FARROUPILHA, do matador do Seibel, da parte asfaltada até a Escola 8 de Maio;
– DUQUE DE CAXIAS, da Avenida Tancredo Neves, passando pelo Café Diana, até a Farroupilha, abaixo da Escola 8 de Maio.
– ADELINA MOMBELLI e SANTO DURIGON, da Coronel Gervásio, ao lado da Academia Planeta Energia, até o Big Posto, passando por toda a Rua Azul.

Doação é uma coisa e descarte é outra coisa


Nesta semana, ouvi o relato de uma mulher que foi ao Centro de Eventos de Tapera (RS) ajudar na separação do material recebido em doação para os desabrigados, e ela me contou que ficou horrorizada com o que encontraram em alguns sacos. Muito das roupas, sapatos e outras coisas mais sem nenhuma condição de uso.

“Imagina uma pessoa que perdeu tudo ter de usar algo sem condições. As pessoas precisam ter consciência de que doar e descartar são duas coisas bem diferentes”, disse ela.

E a mulher tem toda a razão. Doar é algo que pode ser utilizado. Que a pessoa que está doando usaria mesmo estando parado no guarda-roupas. Já descarte é o que está inutilizado e pronto para ir para o lixo.

É preciso ter consciência na hora de DOAR.

Outra coisa. Doação com propaganda não é doação. É comercial, e isso tem efeito contrário.