Blog do Sarico

É hora de definição


Na maioria dos municípios aqui da região do Alto Jacuí, no norte do RS, a comunidade já sabe quem serão os candidatos a prefeito nas eleições de 06 de outubro. Estes municípios já lançaram pré-candidatos e estão acertando coligações. Já em Tapera a coisa está parada. Aqui os partidos estão esperando uns pelos outros para ver o que farão e como farão com vistas ao pleito.

Na cidade há muita especulação de nomes e composições, mas não tem nada de concreto ainda. Os partidos estão aguardando o máximo que podem para se pronunciar. E a comunidade fica pedindo como está a situação política local e quem serão os candidatos e me pedem isso a todo instante, certamente por ser o único que fala sobre o assunto em Tapera.

Os partidos políticos estão conversando entre si na tentativa de formar alianças fortes o suficiente para fazer a diferença nas urnas. Uns tem mais pressa do que outros por temer o que poderá acontecer logo ali na frente. E as possibilidades são muitas pelo que se está falando na cidade.

Mas, independentemente de qualquer coisa, agora seria o momento, faltando menos de três meses para a eleição, de os partidos sinalizarem com alguma coisa para que a comunidade possa avaliar as possibilidades de voto. Tem quem ache que o momento ainda não é este, mas na verdade todos tem pressa para se resolver, partidos e eleitores.

Foram realizadas pesquisas na cidade e, desde que não mecham nos seus números, elas apontam um só caminho. Elas não são oficiais, portanto, não podem ser publicadas, mas dão uma ideia do que anda ocorrendo em Tapera em termos de preferência.

Vamos ver o que vem por aí, quem serão os nomes e com quem largarão PP, MDB, PDT, União Brasil, PT e PL em Tapera.

Agora, analisando o momento, me vem à cabeça a possibilidade de um consenso reunindo todos os seis partidos. De tanta coisa que aconteceu em Tapera neste ano, esta possibilidade seria mais uma para entrar para a história do município, por que teríamos a eleição mais tranquila e barata desta mesma história.

Claro, montar esta obra de engenharia não seria fácil, mas não é impossível. O problema seria depois para acomodar as várias condições que virão. Mas, afinal de contas, todos queremos a mesma coisa: Tapera para o amanhã.

A ameaça da Inteligência Artificial


Segundo o Fórum Econômico Mundial, realizado recentemente em Davos, na Suíça, a Inteligência Artificial (IA) afetará de 40% a 60% dos empregos no mundo nos próximos anos.

Em alguns casos, a IA complementará o trabalho exercido pelos humanos e, em outros, ela poderá substituir algumas das formas de trabalho hoje existentes. Sem dúvidas, isso gera grande preocupação com o futuro do trabalho e, consequentemente, com a sobrevivência do ser humano.

A tecnologia é benéfica, porque facilita a nossa vida. Mas, a partir do momento em que ela começa a se tornar uma ameaça, é necessário intervir, para interromper a sua evolução, porque a IA está sempre se aperfeiçoando.

Por isso, é necessário que os países comecem a pensar em formas de regulação da IA, para que as empresas responsáveis operem dentro de limites, evitando, assim, que as máquinas se rebelem, tal como nos filmes de ficção científica.

Pensamento do Dia


“Algumas amizades passam num piscar de olhos. Outras são feitas para durar até que você pisque pela última vez”.

Desconheço a autoria.

A banda da Dionísio


Na primeira metade dos anos de 1970, a Escola Estadual Dionísio Lothário Chassot aqui de Tapera (RS) criou uma banda marcial para se apresentar nos desfiles cívicos de 7 de setembro e também nos seus eventos.

Eu e muitos meninos e meninas daqui integraram a referida banda que era coordenada pelo bancário Alonso Sampaio, que veio a Tapera para trabalhar no Banco do Brasil, e que lançou a ideia da formação da banda na escola. E quando ele foi embora, o Ari Kern assumiu a coordenação da mesma. A diretora da Dionisio era Maria Delfina Cerutti, que aparece na foto.

Lembro que nas semanas que antecediam o desfile, nós deixávamos a sala de aula para ensaiar nas ruas próximas à escola e íamos, cada qual com o seu instrumento. O meu era uma caixa. Lembro também que a criançada quando ouvia o barulho da banda ia até ela para acompanhar o ensaio. E nas casas o pessoal saia para fora para vê-la ou acompanha tudo pela janela.

E nós passávamos a semana que antecedia o desfile olhando para o céu, pois não se tinha previsão do tempo como se tem hoje em dia, para ver se ia chover ou não, pois todos queriam o desfile e poder se apresentar para o público que tomava conta da Rua Rui Barbosa, onde ficava o Altar da Pátria, em frente à Igreja Matriz.

Na banda, calçávamos tênis e calça brancos e uma jaqueta vermelha com listas brancas. O uniforme era bonito, diga-se de passagem, e nós nos orgulhávamos de integrá-la.

Das muitas histórias da banda, uma é inesquecível. Certa vez, num dos desfiles cujo ano não lembro, choveu à noite. Como amanheceu com tempo limpo o desfile foi mantido e, como poucos tinham telefone fixo em casa e não havia celular, nem internet, foi um deus nos acuda para saber se o desfile sairia ou não. E ele saiu para a nossa alegria. Uniformizados e apostos, nós nos posicionamos na casa dos Marasca, que ficava ali na esquina próxima ao Santa Clara, para começar o desfile. E quando o Alonso soou o apito o grupo da frente, dos bumbos, deu aquelas três batidas fortes em seus instrumentos, a adrenalina subiu e lá fomos invadindo a Rui Barbosa com gente espalhada dos dois lados até o Hospital. Como havia chovido, o calçamento estava molhado, nossos tênis e calças brancos mudaram de cor devido à lama, para desespero de nossas mães, mas não nos importamos e fizemos a nossa apresentação indo e vindo pela rua. Depois de uma bela performance, como prêmio, fomos de ônibus almoçar lá no Restaurante Florestal, atual da Mata, na ERS 223.

Na imagem, captada de uma foto, tem muita gente que ainda está por aí, em Tapera, pelo Estado e País, e outros ainda, infelizmente, não estão mais entre nós.

A Banda Marcial Alonso Sampaio marcou a sua história em Tapera, com toda certeza. E dela ainda lembro das marchas que tocávamos, em especial de uma que era parecida com a trilha sonora de um seriado que passava na Globo: “Guerra, Sombra e Água Fresca”. Uma comédia muito engraçada sobre a II Guerra Mundial.

Agora, que saudades daqueles desfiles cívicos de 7 de setembro aqui em Tapera. A Rui Barbosa recebia quatro linhas de cal branco que iam da esquina do Santa Clara até o Hospital e, ao longo dela, dos dois lados, o pessoal se acomodava para ver o desfile das escolas da cidade e do interior e das entidades diversas do município, sem falar da reunião de autoridades no altar da pátria que ficava em frente à Igreja Matriz. Hoje, a coisa é vista como um “mico”, ultrapassada, mas aquilo era demonstração de civismo algo que faz muita falta hoje em dia.

A cultura do corpo perfeito


Tem um programa no National Geographic que eu gosto muito de assistir pelas matérias que a jornalista portuguesa Mariana Van Zeller apresenta. É o “Mercado Ilegal”. Nele, ela mergulha no mundo do crime e fala sobre ele, inclusive com depoimentos de pessoas envolvidas com ele. Ela faz perguntas pontuais para homens e mulheres envolvidos e eles, com rosto tapado, voz distorcida, e com certo receio, respondem. Claro, tudo deve ser planejado antes: o contato, os locais de visitação e gravação, as perguntas a serem feitas e as imagens que podem vir a ser gravadas.

No último episódio que eu vi, Mariana falou sobre os esteroides anabolizantes (AA), hormônios que propiciam o aumento da musculatura e aumentam a força e a energia, e a facilidade de encontrá-los em qualquer parte do mundo, bem como a sua aplicação.

A jornalista mostrou os vários tipos de esteroides existentes no mercado e onde encontrá-los. O pessoal que cultua o corpo vai ao sudeste asiático, mais precisamente a Tailândia, a procura do produto que está em lojas em todas as ruas da cidade, uma do lado da outra, e tudo muito barato. Eles não levam o produto na mala, fazendo a aplicação lá mesmo.

Mariana Van Zeller entrevistou fisiculturistas sobre a utilização da droga. Falou com médicos e apresentou situações de risco que os usuários estão sujeitos pelo uso dessas drogas sintéticas.

A reportagem mostrou que o pessoal não acredita que os AA prejudicam a saúde e que tudo é invenção. O culto ao corpo perfeito é o que importa, não importando o preço, pois o espelho pede cada vez mais perfeição.

Ao final, a jornalista mostrou o que acontece com um corpo quando ele entra em colapso devido ao uso dos AA. Foi apavorante. Alguns morrem e outros ficam deformados, sem falar que também a idade cobra o seu preço.

O fisiculturismo é uma modalidade esportiva que pode trazer prejuízos à saúde. Em primeiro lugar, as rotinas de treinamento às quais os atletas se submetem são extremamente intensas e os predispõem a lesões musculares e articulares.

Muitos atletas de alta performance perderam medalhas e recordes em competições oficiais, como as Olimpíadas, pelo uso de AA e de outras substâncias proibidas, pois podem ser detectadas na urina por um período de até seis meses.

E recentemente, o Globo Repórter abordou o assunto, mostrando uma nova modalidade de atletas que surge com força nas academias: o fisiculturista natural, que não faz uso de “bombas”, como são chamados os AA.

Pensamento do Dia


“A vida é um caminho longo, onde você é mestre e aluno. Algumas vezes você ensina e todos os dias você aprende”.

Desconheço a autoria.

Procura-se candidatos


Tenho conversado com pessoas ligadas aos partidos políticos aqui de Tapera (RS) sobre a formação da sua nominata para vereador. Tem quem diga que a relação está completa, com sobras de nomes, mas não tem nada garantido ainda. Outros, são honestos ao dizer que estão tentando fechá-la. E a corrida continua. Enquanto não houver a definição dos nomes no TRE nenhum deles está tranquilo, principalmente no tocante a candidatas.

Os partidos estão correndo atrás das mulheres e elas não estão querendo conversa. Está complicada a coisa, pois a lei determina até 3 delas por partido, num total de 10 nomes para concorrer, sendo 7 deles homens.

Tem muita gente boa por aí que poderia fazer boa votação e ajudar o seu partido a ter boa representatividade na Câmara, mas que não está querendo, inclusive por pressão da família. Parece que a política não encanta mais e todos sabemos o porquê.

Em muitos municípios secretários municipais colocaram o seu nome à disposição para concorrer e assim fazer jus ao vencimento que receberam durante o tempo em que ficaram à frente da sua pasta. Já em outros isso não ocorreu.

Enfim, vamos ver o que os partidos políticos locais vão fazer para formar a sua nominata de vereador e apresentar à comunidade.

Máquinas do desemprego


Você já percebeu que o mundo se encaminha para a automação, ou seja, para a progressiva utilização das máquinas, em substituição da mão-de-obra humana?

No começo dos anos 1980, por exemplo, um robô já fazia o serviço de três homens nas montadoras de veículos. Depois, conseguiram ampliar a capacidade da máquina, para substituir o trabalho de dez pessoas nesse setor. E a coisa foi aumentando.

O tempo foi passando e, cada vez mais, as máquinas têm ocupado espaço na indústria e no comércio, substituindo postos de trabalho humanos.

Um exemplo claro disso é o comércio virtual, que faz concorrência direta com as lojas físicas – oferecendo preços menores, na maioria das vezes, sobretudo, por não terem tantas despesas com folha de pagamento de funcionários, porque a demanda de colaboradores costuma ser bem menor do que no comércio de rua.

Outro exemplo, nesse sentido, são os mercados. Em grandes cidades, sobretudo, já é possível identificar a presença de uma quantidade expressiva de caixas de autoatendimento, em que o próprio cliente empacota e efetua o pagamento de suas compras. Espero que isso não se torne uma tendência, porque, se não, infelizmente, muitas pessoas acabarão perdendo o seu trabalho, em decorrência dessa automatização, que é extremamente vantajosa a quem possui uma empresa.

Outro ponto que eu me questiono é a questão dos bancos, que disponibilizam aplicativos virtuais, para que os clientes efetuem suas transações e negociações, fazendo com que as pessoas não precisem mais se deslocar até à agência.

Não tenho conhecimento de causa, ou seja, não sei qual é o resultado da implementação dessas tecnologias, nesse caso – então, se alguém que for do setor bancário souber me responder, eu agradeço: está havendo perdas no quadro pessoal das instituições bancárias, em razão da automatização dos serviços?

Sem dúvidas, a tecnologia é extremamente benéfica às pessoas, pois facilita a vida de todos aqueles que possuem condições de ter acesso a ela. Mas, ao mesmo tempo, a longo prazo, ela pode se tornar uma grande vilã, prejudicando a subsistência do ser humano, tendo em vista a extinção de postos de trabalho e, consequentemente, o desemprego.

Pensamento do Dia


“O circo só pega fogo quando você dá confiança ao palhaço. Fique em silêncio que o espetáculo acaba”.

Desconheço a autoria.