Quem vai ao Restaurante Recanto do Mel, às margens da ERS 223, em Selbach (RS), verá na parede um quadro contando a história da captura de uma onça acontecida naquele município, em 1923.
Eu sempre quis saber mais sobre essa história. Pois ganhei um exemplar (autografado) do livro “Tigercristian, a história da onça”, que numa tradução em português vem a ser o “Tigre do Cristiano”, escrito pelo professor e empresário Reimundo Vicente Werlang, que vem a ser neto do Cristiano Werlang, autor da captura do perigoso felino.
Segundo o livro, em meados de 1923, começaram a desaparecer animais domésticos das propriedades do então povoado de Selbach, pertencente a Passo Fundo, especialmente porcos, que corriam para os matos em busca de pinhões que caiam em grande quantidade devido aos pinheirais que cobriam de verde a região. E este acabou sendo o assunto nas manhãs de domingo, após a missa, por vários meses.
Até que um dia o dito animal foi visto, a onça, mas quem o viu achou que se tratava de um tigre, por isso o titulo trocado da obra. Um morador do povoado, chamado Christian, se propôs a caçá-lo. Já um outro morador, chamado Hannes, disse que se o bicho fosse pego ele montaria nele em frente à igreja e daria algumas voltas no seu lombo pelo povoado.
Christian e o filho Nicolas, de 13 anos, construíram uma armadilha de madeira para pegar a onça. Depois de pronta, levaram ela para o mato colocando como isca no seu interior um pequeno porco. Alguns dias, o bicho acabou pego e numa certa manhã de domingo ele foi levado ao povoado para ser mostrado aos moradores e provocar o tal de Hannes para que cumprisse sua promessa de montar nele o que não aconteceu.
Três dias depois o prefeito de Passo Fundo, Nicolau Vergueiro, enviou a Selbach um fotógrafo para registar a captura do animal agora numa jaula de ferro.
Como não havia interesse em segurar o animal em casa a onça foi entregue ao dono de um circo que passava por Cruz Alta e nunca mais se teve notícias do tigre, ou da onça.
“Tigercristian, a história da onça”, de 36 páginas, editado pela LEW Editora de Tapera (RS), de propriedade do próprio Vicente, é carregado de informações com mapas do começo da região e do Estado, inclusive da primeira divisão municipal, desde que Selbach pertencia a Rio Pardo e depois a Passo Fundo. Tem ainda uma série de desenhos. O livro também relata a trajetória dos imigrantes alemães na região do Alto Jacuí onde Selbach está encravada e por quem foi colonizada.

O meu time começou o ano disputando quatro competições. Pois, passados mais de seis meses ele já se despediu de três delas. E tudo no mata-mata. Agora só lhe resta o Brasileirão e a equipe começa a brigar para não ser rebaixada.
Acho que o Inter deveria trocar de modalidade e partir para a bocha que é bem mais fácil e não cansa.
Que fase essa com o elenco que possui.
“Faça o que for necessário para ser feliz. Mas, não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples. Você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber a sua simplicidade”.
Desconheço a autoria.
O prazo para definição de nomes a prefeito, vice e vereadores em Tapera (RS) está chegando ao seu final. Os partidos tem menos de duas semanas para definir quem concorrerá nas eleições de 06 de outubro. O prazo é 05 de agosto.
Aqui em Tapera, cinco dos seis partidos estão se movimentando neste sentido e tentando alguma aproximação com outras siglas para concorrer. Pelo que se ouve na cidade teremos pelo menos cinco nomes para disputar a prefeitura, sendo apenas uma delas consolidada nas ruas.
Existe uma conversa na cidade sobre a criação de um frentão para enfrentar o PP que, ao que parece, já estaria definido a largar com chapa pura, podendo vir a receber apoio de um ou mais partidos. Só que, conversando com o pessoal dos partidos que integrariam este possível frentão, não se encontra unanimidade na sua criação, assim as convenções é que definirão como largarão os partidos e com quem.
Nesta semana e na próxima a correria será intensa em Tapera para definição de nomes e coligações. Há muito barulho no ar na tentativa de se conseguir algo o que é normal para o momento.
Já para vereador, a coisa continua enrolada com a procura de nomes para fechar a lista de candidatos. Nas relações existem muitos nomes, mas muita dúvida também. Tem quem se recusa a concorrer, ou por que não quer, ou por que a família não quer, ou ainda por que ficaram resquícios da última eleição. E tem quem poderia vir a concorrer e não quis deixando o seu partido na mão.
Vamos ver. Dia 05 de agosto é o prazo final para as convenções e definições de nomes e composições e no dia 06 saberemos quais nomes estarão nas urnas e com quem em outubro.
Pelo que soube, foram realizadas nas últimas semanas três pesquisas por três partidos e todos eles indicam serem os vencedores, só que não pode dar números diferentes se o levantamento foi feito de forma técnica e séria. Pode haver alteração mínima no percentual entre elas, mas não pode haver muita diferença. Enfim, seria interessante pegar as três e compará-las para se saber como está o quadro atual em Tapera e quem está blefando tentando vender um sonho, mesmo que pessoal.
Como já disse, agora é a hora de se fazer muito barulho até por que o martelo será batido logo ali na frente.
Esta semana será decisiva em Tapera.
O governo federal não está dando a devida importância ao Rio Grande do Sul pelo que ele sofreu recentemente e pela sua importância ao país. Lá em maio, quando as enchentes devastaram parte do Estado, elas levaram junto vidas, casas, empregos, sonhos, entre outras coisas. Pois, este mesmo governo veio para cá e anunciou mundos e fundos para ajudar a reconstruir nosso Estado. Passados mais de dois meses do maior desastre natural de nossa história, apenas 20% do que foi prometido chegou e há muito a ser feito aqui.
Ora, esse dinheiro que nos foi prometido não é do governo federal. A grande parte dele é nosso tendo saído daqui e que precisa voltar para que o povo gaúcho retome a sua vida e a nossa economia.
E nunca esquecendo que o RS produz muito e que com a sua produção e trabalho ajuda a elevar o PIB nacional. Se o nosso Estado para de produzir o Brasil sente, como vem sentido e os dados econômicos e sociais comprovam isso.
Então, chega de propaganda e mandem recursos para cá para que retomemos a nossa caminhada para o bem geral. Afinal, o Rio Grande do Sul precisa ter um melhor tratamento por ser ele é um dos pilares que sustentam essa imensa e rica nação.
“A fofoca vai longe. O fofoqueiro não”.
Desconheço a autoria
O Grupo de Escoteiros Cônego Bento de Tapera (RS), fundado em 1982, existe há 42 anos, mas o município teve um antes dele, que durou pouco tempo, e que eu, como muitos da minha época, fizemos parte dele.
Esse grupo foi criado em 1974 e durou até 1975. Eu não lembro se ele tinha nome, mas os coordenadores eram o Arnaldo Danielli e o Dialmino Salvadori e, vez por outra, o próprio Cônego Bento, que viria a dar nome ao atual grupo, dava uma passada nos encontros para participar. Nós nos reuníamos na garagem da residência do Ilmo Linné, que ficava ali na Rua Rui Barbosa, onde hoje é o setor de descarga do Supermercado Santa Clara.
A comprida garagem, que abrigava o caminhão FNM Romeu e Julieta do Ilmo, ficava entre as residências dele e a do Benvindo Corazza, e era nela que realizávamos os nossos encontros nas tardes de sábado e domingo.
A reunião de inscrição aconteceu num domingo à tarde, depois do cinema do Gentil, programa obrigatório da minha geração, no Tenarião, onde também jogávamos futsal e tínhamos as aulas de Educação Física e onde aconteciam as festas das escolas Dionísio e Imaculada.
E nestes encontros recebíamos noções do movimento escotista em folhas de ofício mimeografadas, que nos eram repassadas pelo grupo escoteiro Levino Junges de Carazinho, que auxiliava na criação do grupo taperense. E, nestes materiais, havia ajuda ao próximo, primeiros socorros, sobrevivência na selva, localização, código Morse, entre outros e, principalmente civismo, algo muito em falta atualmente, mas que os escoteiros mantem, assim como a disciplina.
Nós não tínhamos fardamento, nem bandeira e muito menos divisão por idade, pois a gurizada era praticamente da mesma faixa etária, com alguns para mais e outros para menos.
Esse movimento durou pouco mais de um ano e cessou, se não me engano, por problemas no registro.
Mas, de algumas coisas eu lembro bem. Dos acampamentos que fazíamos, pois não tendo barracas, ficávamos debaixo de uma lona na carroceria do caminhão do Ilmo. O primeiro deles, foi em cima do caminhão em frente à “sede”. E uma vez, fomos até a Linha Etelvina acampar, onde ficamos um final de semana em barracas. Houve choro de alguns querendo voltar para casa. Na noite de sábado, nos reunimos ao redor de uma enorme fogueira para conversar e contar casos.
Lembro também que fritamos um ovo sobre uma pedra, coisa que está no manual escoteiro. E teve uma pescaria desautorizada que gerou certo estresse no grupo. Agora, aquela turma não era nada fácil.
Outra coisa eu não esqueço é do manual que tínhamos: o Manual do Escoteiro Mirim, com personagens de Walt Disney falando sobre todas as atividades e ações do movimento escoteiro. Eu tinha um exemplar que se perdeu com o tempo. Pois, lidando na internet, encontrei o mesmo reeditado e com preço bem salgado. Vou ter de comprá-lo para colocar no meu arquivo e ter mais recordações de outro belo tempo que passamos aqui em Tapera na nossa adolescência.
Pedi a alguns dos participantes se tinham fotografias do grupo em casa, sem sucesso. Acontece que naquele tempo, se quiséssemos fotos, tínhamos de apelar ao Adão Pesenti e não se tinha essa necessidade de uma imagem como se tem hoje em dia, além disso poucas pessoas tinham em casa uma câmera fotográfica com rolo ou cartucho de filme.
E fica aqui o meu agradecimento às memórias do Necão Di Domênico, Marquinhos Crestani, Toni Pasinato, Joãozinho Danielli e Auri Linné, filho do Ilmo, pela contribuição, eles que fizeram parte do referido grupo.
Sempre alerta!
“Amigos são como os sapatos: a gente pode até ter vários, mas sempre andamos com aqueles que nos fazem sentir melhor”.
Desconheço a autoria
Quem vai na bela igrejinha do Centro Turístico Crestani, localizado na Linha Etelvina, interior de Tapera (RS), verá entre as várias imagens que lá estão a de uma criança deitada ao pé do altar mor. É Nossa Senhora Menina ou Nossa Senhora Bambina, como dizem os italianos.
Conversando com o Nadir Crestani, meu tio, e com pessoas antigas da Linha Etelvina, soube que a imagem foi um presente dado àquela comunidade pela minha avó, Zelinda, que foi a primeira professora daquela localidade, lá no final dos anos 1920.
A Zelinda tinha duas irmãs freiras, Madre Inês e Irmã Luiza Vergínia. A Madre Inês foi Provincial das Irmãs de São José e viajava seguidamente ao Vaticano onde conheceu Nossa Senhora Menina, que vem a ser a padroeira de Milão, Itália. E numa de suas viagens ela trouxe de lá duas imagens da santinha para o Brasil. Uma ficou em Tapera e a outra foi enviada às irmãs em Santa Maria (RS). Eu tentei localizar o paradeiro desta imagem lá, sem sucesso. Ninguém sabe dela.
Pesquisando na internet, descobri que existem várias cidades pelo Brasil que veneram a pequena santa e que possuem santuário dedicado a ela, entre as quais Silveira Martins, 4ª colônia da imigração italiana ao Rio Grande do Sul, e próxima a Santa Maria. Aliás, a religiosidade de Silveira Martins tem muito a ver com Tapera.
Segundo a história, Vincenzo Guerra, nascido em 1858, em Buia, distrito de Udine, na Itália, veio para o Rio Grande do Sul em 1877 e após uma enfermidade construiu lá um santuário dedicado à Nossa Senhora Bambina e à Nossa Senhora da Pompeia, que vem a ser a padroeira de Tapera. A obra iniciou em 1900 e foi concluída em 1909.
Origem da devoção à Nossa Senhora Menina
No Convento de São José de Graça, na cidade do México, residia uma comunidade de monjas concepcionistas, dentre elas havia uma irmã que se destacava pela humildade e pela simplicidade, era a irmã Magdalena. Exatamente no dia 6 de janeiro de 1840, na festividade dos Santos Reis, enquanto rezava diante do presépio adorando a imagem do menino Jesus, irmã Magdalena teve a seguinte inspiração: por que não celebrar com cânticos de alegria o nascimento de Maria, como se faz com o menino Jesus? Veio-lhe à mente a imagem de Maria menina sobre nuvens, recém-nascida, deitada, vestida como uma rainha.
A título de informação. Zelinda Crestani foi professora na Linha Etelvina de 1927 a 1928, quando pediu exoneração por problemas de saúde e também por segurança, pois tinha de andar a cavalo pela mata densa que havia na região, aproximadamente quatro quilômetros, até a escola. Com medo dos animais, que haviam muitos por aqui, ela levava consigo uma espingarda.
Entre 1974 e 1975 foi criado aqui em Tapera (RS) um grupo escoteiro. Eu, que fiz parte dele, não lembro do seu nome, e o tal grupo não teve longa vida. Quero escrever sobre ele. Tenho algumas informações, mas preciso de mais e também de fotos (se houver), assim quem fez parte dele, e muita gente da minha época fez, e tiver material que me repasse para que possa resgatar mais esta parte da história de Tapera.
Sei que foto será muito difícil de se ter pois naquele tempo tínhamos de apelar para o Adão Pesenti para batê-las, mas sempre alguém em casa tinha uma Kodak com filme de rolo.