Blog do Sarico

O painel da ACIT


O pessoal está achando que o painel que a ACIT promoverá no próximo dia 23, às 19h, no Instituto Cônego Bento aqui de Tapera (RS), antigo Seminário, é um debate. Não é. A ACIT enviou aos três candidatos a prefeito e seus vices, de forma antecipada, um questionário para saber deles as suas propostas para o município para os próximos quatro anos e, sobre elas, os associados presentes farão perguntas a eles.

O painel terá regras, que deverão ser colocadas e observadas na noite, com o objetivo de se manter o nível e que não se faça do evento um palanque eleitoral.

Outra coisa. Eu acho o painel válido por que a ACIT representa uma parcela significativa da população que empreende no município, gerando empregos, renda e tributos, sem falar que a entidade constantemente está ao lado de Tapera na realização de eventos diversos, sendo a sua grande parceira.

Ajuda para reconstruir uma parte da história de Tapera


Tapera (RS), ao longo dos seus quase 70 anos como município, teve duas bandeiras. A primeira foi criada pela Lei Municipal 531/1974, de 01.11.1974, assinada pelo então prefeito Isidoro Gregório Simon (1973-1976), que acabou revogada pela LM 775A/1983, de 02 de setembro de 1983, assinada pelo então prefeito Ireneu Orth (1983-1988), cumprindo o seu primeiro mandato.

A segunda bandeira é conhecida de todos, mas ninguém sabe da primeira, nem de como ela era. Pedi a várias pessoas e também pesquisei e não encontrei nada. Eu quero escrever sobre a sua história, mas não estou encontrando subsídios para isso. Assim, estou pedindo a quem tiver informações sobre ela que me informe para que possa resgatar esta parte da nossa história.

Em tempo. Pelo que levantei até o momento, Tapera teve um brasão, em 1961, antes das duas bandeiras.

O eleitorado de Tapera de 2024


Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Sul, o eleitorado de Tapera para esta eleição é de 7.900. Levando em conta a eleição passada, houve um aumento de apenas 19 pessoas (0,25%). Em 2020 ele era de 7.881.

Levando em conta ainda a eleição passada, quando tivemos uma abstenção de 15,4%, se este percentual se mantiver, deveremos ter 1.216 eleitores que não irão as urnas o que dará um eleitorado apto ao voto de 6.684. E se pegarmos esse número e o dividirmos por 9, que é o número de cadeiras da Câmara de Vereadores, cada uma delas será conquistada a cada 742 votos.

Enfim, quais partidos farão uma, duas, três ou quatro cadeiras? E quem não fará nenhuma?

E sobre os candidatos a prefeito que cada eleitor faça a sua aposta sobre quem levará a prefeitura em 01 de janeiro próximo.

Em tempo. Que campanha tranquila essa. Parece que não está havendo eleição aqui, pois não se ouve barulho em lugar nenhum. Nem discussão, nem nada.

Três estágios de eliminação na vida


Aos 60 anos, o local de trabalho elimina você. Não importa o quão bem-sucedido ou poderoso você foi durante a sua carreira, você voltará a ser uma pessoa comum. Portanto, não se apegue à mentalidade e ao senso de superioridade do seu trabalho anterior, deixe de lado o seu ego, ou você pode perder a sua tranquilidade.

Aos 70 anos, a sociedade gradualmente elimina você. Os amigos e colegas que você costumava encontrar e socializar se tornam cada vez menos, e dificilmente alguém o reconhece no seu antigo local de trabalho. Não diga, “Eu costumava ser…” ou “Eu era…”, porque a geração mais jovem não o conhecerá, e você não deve se sentir desconfortável com isso.

Aos 80/90, a família lentamente elimina você. Mesmo que você tenha muitos filhos e netos, na maior parte do tempo você estará vivendo com seu cônjuge ou sozinho. Quando seus filhos o visitam ocasionalmente, é uma expressão de afeto, então não os culpe por virem menos frequentemente, pois eles estão ocupados com suas próprias vidas.

Depois dos 90, a Terra quer eliminar você. Nesse ponto, não fique triste ou desanimado, pois esse é o curso natural da vida, e todos eventualmente seguirão esse caminho. Portanto, enquanto nossos corpos ainda são capazes, viva a vida ao máximo. Coma o que você quiser, beba o que desejar, brinque e faça as coisas que você ama. Lembre-se, a única coisa que não vai eliminar você é o grupo do WhatsApp e a Receita Federal. Então, comunique-se mais no grupo, diga um olá, mantenha sua presença, seja feliz e não tenha arrependimentos.

Essa é a mais pura verdade. Depois da nossa vida profissional, aos poucos, vamos sendo esquecidos. Lamentável isso, mas assim é a vida. E ela não para.

Os tênis de antigamente


Nesta semana, navegando pela internet, me apareceu a imagem de um tênis Kichute, produzido pela São Paulo Alpargatas, nos anos de 1970 e 1980, muito usado por quem praticava futsal e também outros esportes. Era o top de linha daquela época. Eu usei o tênis nas partidas de futsal ainda na quadra do Tenarião. E muita gente da minha geração lembra deste tênis icônico, assim como outros como o Bamba, Conga e Rainha.

Eu, aqui, vou escrever sobre os quatro tênis e ainda contar uma história do nosso futsal envolvendo um destes modelos.

O Kichute foi fabricado tendo em vista o Tri do Brasil no México e foi uma febre. Todo mundo tinha aquele pisante reforçado de lona, com um grande e grosso solado de borracha e mais oito garradeiras também de borracha.

No auge de sua popularidade, a Alpargatas vendia mais de 9 milhões de pares por ano. Detalhe: a população brasileira naquela época era de 93,4 milhões de habitantes diferente das 220 milhões de hoje.

O Conga, também da Alpargatas e fabricado com lona e borracha, bombou nos anos de 1980. Criado em 1959, o tênis casual, usado por meninos e meninas, explodiu nos anos 1960 e 1970. No início dos 1990, foi tirado do mercado devido a chegada de produtos do exterior, como o Nike, o Adidas, entre outros.

O Bamba, lançado antes do Conga, pela Alpargatas, foi inspirado nos modelos All Star e também eram usados por meninos e meninas na forma casual. Ele era de lona com solado de borracha. Como o Conga, o Bomba saiu de fabricação no começo dos anos 1990 pelo mesmo motivo.

Já o Rainha, nas cores branca e preta, também foi um ícone do futsal no Brasil, usado por todos os boleiros de quadra, das grandes cidades e também do interior. O Rainha era o Nike de hoje.

O Rainha, o primeiro de alto gabarito para o futsal no Brasil, foi criado em 1934 pela Saad & Cia e ganhou fama ao produzir produtos com o nome de grandes craques do futsal como Morruga, Manoel Tobias, entre outros.

E falando do Kichute, eu lembrei de uma passagem envolvendo o King Clube, no final dos anos 1970. O Kings era um clube de futsal aqui de Tapera que disputava a primeira divisão do futsal gaúcho, hoje Série Ouro.

Certa vez o time viajou a Porto Alegre para cumprir jogo contra um time da capital no ginásio do Colégio Rosário. Eu não lembro o time que era, mas os taperenses entraram em quadra para o aquecimento, sendo que naquele tempo ele era feito com um preparo fedido em forma de massagem no vestiário e depois com chutes a gol, diferente de hoje que tem toda aquela preparação. Mas, os jogadores estavam aquecendo quando chegou o administrador do ginásio, um padre, e pediu que o time trocasse de tênis, pois era proibido jogar com garradeiras naquela quadra. Sem outro modelo à disposição a solução foi cortá-las e lá foi o massagista Sebastião “Bastião” Guedes, com ajuda de um auxiliar que, munidos de facas com serra e um botijão pequeno de gás (liquinho), tiraram todas as garradeiras dos tênis. O jogo atrasou em mais de uma hora, mas foi realizado. E o King perdeu. Eu não lembro o placar.

Tem gente que diz que essa história é folclore, mas tem quem estava junto e alega ser verídica. Q eu tal?

A campanha em Tapera


Nenhuma eleição é igual a outra. Eu voto desde 1982 e nunca vi duas iguais. Mas, esta que está acontecendo aqui em Tapera (RS) supera todas as demais. A campanha está sendo feita de forma silenciosa. Não se ouve barulho nas ruas, muito menos discussões pela cidade. Nem brigas há. Afinal, o que está acontecendo neste ano aqui?

A campanha em Tapera está sendo feita com os candidatos visitando a população e distribuindo o seu material publicitário, com cada lado – situação e oposição – defendendo o seu.

Estamos às portas da eleição e debate e comícios, pelo que estou vendo não haverá, aliás o PT deverá fazer um comício próximo a eleição. Já PP e PL ainda não se posicionaram neste sentido.

Que campanha estranha essa. Se bem que eleição é como uma maratona. Se você começar dando todo gás você não chega na reta final e se deixar tudo para a reta final corre o risco de ser ultrapassado próximo a ela. Mas, os partidos sabem o que estão fazendo, afinal é um grande grupo pensando.

A propósito. Você já escolheu os seus candidatos?

Pensamento do Dia


“Toda crise possui 3 elementos:
– Uma solução
– Um prazo de validade
– Uma lição para sua vida”.

Desconheço a autoria.

ACIT realizará painel com os candidatos a prefeito e vice de Tapera


No próximo dia 23 (segunda-feira), às 19h, na sala térrea do Instituto Cônego Bento, antigo Seminário aqui de Tapera (RS), a ACIT realizará um painel com os três candidatos a prefeito e seus vice.

Na oportunidade, eles responderão a questões relacionadas ao setor econômico do município. A entidade quer saber dos seus planos para Tapera nos próximos quatro anos.

O painel será coordenado pela jornalista Daniela Secco Bandeira, de Carazinho.

O evento é inovador aqui em Tapera e, a partir dele, a ACIT, que está sempre comprometida em auxiliar no desenvolvimento do município, poderá cobrar o vencedor após a sua posse.

Eu só espero que o painel não vire comício, que seja coisa séria, afinal envolve parte do empresariado taperense e que o bom nível seja mantido, sempre, afinal quem vai lá vai para ouvir propostas que poderão fazer a diferença para o futuro de Tapera e de usa gente.