A eleição aqui em Tapera (RS) passou e são conhecidos os seus vencedores, para prefeito, vice-prefeito e vereadores. E agora cabe uma análise da participação de cada partido político, por que a coisa foi de um extremo ao outro antes e durante o período eleitoral.
PP – O partido, ao vencer o pleito elegendo o prefeito, o vice e quatro vereadores, reafirmou que continua sendo a maior força política de Tapera pela sua estrutura, organização e militância. Fez 3.253 votos para prefeito, mais de 52% dos votos válidos, e 2.300 para vereador – 36,8% dos votos. Além disso, nesta eleição, mostrou que tem renovação coisa que os demais partidos ainda buscam.
O PP desde o começo postulou a candidatura pura, podendo ter aliados, o que foi sempre deixado claro pelos progressistas.
E Prego fez votos de eleitores identificados com outras siglas, como PL e até mesmo o PT. Alguns candidatos do PDT também votaram nele.
PDT – O partido de Leonel Brizola ao fazer três vereadores, num total de 1.222 votos, firmou-se como a segunda força política local, algo inédito em quase 70 anos de história do município. Os trabalhistas mostraram força na composição de sua nominata para vereador que teve boa aceitação da população. A estratégia montada, o trabalho realizado e o grupo deram mostras de que ele pode crescer bem mais. O partido não quis coligar com ninguém preferindo ficar neutro no processo. Alguns integrantes da sigla pediram votos para o Prego e outros para o Ritter.
PL – O partido de Jair Bolsonaro, nascido neste ano em Tapera, mostrou a que veio ao fazer 2.218 votos para prefeito e 652 para vereador. Em curto espaço de tempo montou a sua estrutura ao indicar prefeito, vice e 10 vereadores, algo que nem todos os partidos conseguiram. E, de tabela, elegeu uma vereadora, coisa que outros partidos também não conseguiram.
O fato do seu candidato ter vido de fora, mesmo já tendo sido duas vereadores em Tapera, pode ter prejudicado os planos dos liberais, mas mesmo assim, ele fez uma expressiva votação.
E pelas pesquisas do PP a diferença seria de mais de 1,5 mil votos para o PL, mas o trabalho dos liberais baixou-a para pouco mais de 1 mil. O partido perdeu a eleição, mas mostrou que tem estrutura e condições para brigar com o PP e o PDT no futuro.
PT – A sigla de Lula veio completa nesta eleição com prefeito, vice e 10 vereadores, mas não logrou êxito. Fez 775 votos para prefeito e 528 para vereador, fazendo mais do que o MDB. O partido não elegeu vereador nem suplente. Mas, o grande trunfo dos trabalhadores foi a reestruturação do partido que estava em letargia há vários anos no município.
Teve petista que acreditou que o partido teria os 2.772 votos de Lula o que não aconteceu tendo em vista que eleição municipal é completamente diferente da nacional.
União – Foi outra novidade em Tapera neste ano. Por ser novo e vendo que teria maiores chances coligado aliou-se ao PP, tendo ainda a companhia do MDB. O partido fez 711 votos para vereador elegendo um e, por conta disso, poderá comandar uma secretaria municipal ano que vem e até mesmo presidir a Câmara de Vereadores num dos quatro próximos anos.
MDB – O partido foi a grande surpresa desta eleição que, pelo seu fraco desempenho, deixou a sua grande militância sem rumo. O MDB não lançou candidatos a majoritária e não conseguiu fazer uma nominata com 10 nomes para a vereança. Concorreu com apenas quatro candidatos, fazendo 508 votos e ficando na sexta e última posição na contagem de votos, ficando atrás do PT. Não elegeu vereador e não ficou na suplência.
Parte do partido, quando viu que o PP caminhava para uma chapa pura, deixando-o de fora, tentou formar um frentão com outros partidos para enfrenta-lo. Houveram contatos, mas a coisa não vingou. Vendo que não teria futuro o tal do frentão, recuou e apoiou o PP, incondicionalmente.
O MDB, pela maneira como trabalhou nestes quase 16 anos, pagou um alto preço para quem tem uma grande história em Tapera, com grande número de prefeitos e vereadores também como PMDB, correndo sério o risco de desaparecer no município.
Diante do exposto, algumas perguntas precisam de respostas: Como deixaram isso acontecer? Como pensam em reerguer o partido? E com quem? Essas perguntas somente o tempo dirá. Outra coisa. Antes e depois da convenção as lideranças deveriam ter entrado em cena podendo prever o pior. Que aconteceu. Agora, é constrangedora a situação em que foi deixado o partido aqui em Tapera.
Na soma dos votos conquistados para vereador o PP ficou em primeiro (2.300), o PDT em segundo (1.222), União em terceiro (711), PL em quarto (652), PT em quinto (528) e MDB em sexto e último (508).
Agora é deixar a coisa toda correr e cada um dos seis partidos começar a pensar no futuro e também na próxima eleição que deverá ter sensíveis mudanças aqui, pelo quadro que foi posto e pelo que se vislumbra para a partir de 2025.
Nesta eleição, eu assisti alguns debates pela televisão de Passo Fundo, Porto Alegre e São Paulo. E, depois do pleito, assisti entrevistas com prefeitos eleitos e uma coisa chamou a minha atenção. Todos eles foram perguntados sobre dois pilares básicos: saúde e segurança. Diante disso cheguei à seguinte conclusão que em todos os municípios brasileiros existe (sérios) problemas nestas duas áreas e que isso não é prerrogativa de cidade grande. O problema acontece em todos eles, independe de tamanho e número de habitantes.
Todos os municípios tem problemas com a falta de médicos, de exames de ambulância, de equipe…
Outra coisa que também chamou a minha atenção foi a questão de emprego e renda por parte dos eleitores e qualificação por parte dos prefeitos eleitos.
Resumindo a ópera. Os problemas de uma cidade de 1 milhão de habitantes são os mesmos de uma de apenas 1 mil, guardadas logicamente as devidas proporções.
E o povo, esperançoso, aguarda sempre por dias melhores que não sabe quando virão.
“Nada é particularmente difícil se você o dividir em pequenas tarefas”.
Henry Ford
Essa foto mostra um alagamento ocorrido na Rua Coronel Gervásio, aqui em Tapera (RS). Não se sabe precisar o ano em que o mesmo ocorreu, pois segundo alguns moradores, vários deles ocorreram com o passar dos anos, sendo que o último foi há 5 anos.
Um morador me contou que com a dragagem feita recentemente pela Prefeitura no arroio Cinco Irmãos, a coisa melhorou consideravelmente, pois deu maior vazão a água. Ele já não sabe como será amanhã ou depois se houver uma chuva de grande intensidade. “Vamos à prova”, disse ele.
O mesmo morador contou ainda que aquela ponte é a quarta construída no local nestes anos todos, e que debaixo dela existem duas vigas de concreto que ajudavam no represamento da água.
O prédio que aparece na foto foi construído pelos Koehler, em 1947, para abrigar um moinho. Hoje, existem no local residência, escritório e a casa de shows Moinho 145.
Em tempo. Esse prédio tem história, podendo ser o primeiro construído em alvenaria na então vila. Ele é mais antigo do que o Café Diana, construído em 1948.
Neste sábado (12/10), acontece em Quinze de Novembro, a 1ª Corrida Maluca de Carrinhos de Rolimã, evento esse que é realizado em vários municípios da região, do estado e do país, reunindo pais e filhos numa parceria que será inesquecível.
Daí eu fico pensando que aqui em Tapera, devido ao relevo da cidade e a quantidade de pavimentação asfáltica existente, temos inúmeras “pistas” para esta competição e que é só escolher uma e promover tal evento.
Eu andei muito de carrinho de rolimã na minha infância e adolescência. Primeiro com rodas de madeira cortadas pelos Hansen, na sua fábrica de móveis que eles tinham na rua da minha casa, a Almirante Barroso. Depois, descobri os rolamentos buscados na antiga Oficina do Mike, ainda lá na Rua Nilo Peçanha.
Com as rodas de madeira andei na Tapera sem calçamento e depois com rolamentos nas calçadas. E cansei de ser corrido pelas donas de casa que não queriam saber de barulho, gritaria e de riscos nas suas calçadas. E seguidas eram as broncas da minha mãe pela queixa delas.
E cada vez que passo pela Rua Presidente Vargas, aquela que passa pela Rádio Cultura e vai em direção à Prefeitura, fico imaginando aquela enorme “pista” para andar de carrinho. Seria perigoso, claro, pelo grande declive e pela distância, mas que ela convida ela convida quem já se aventurou a pilotar um bólido desses e a ralar joelhos, ombros e costas nas quedas.
Fica aí a dica de um baita evento.
“Quando falar cuide para que suas palavras sejam melhores que o silêncio”.
Desconheço a autoria
Tem um projeto na Prefeitura de Tapera (RS) que cria a perimetral oeste, ligando a ERS 223, que leva a Selbach, à ERS 332, que vai a Lagoa dos Três Cantos.
Pelo projeto (cor amarela no mapa), ainda em estudo, a ligação seria construída entre as empresas Teknicon e Solo Vivo, aproximadamente, passando atrás do Fórum, da Prefeitura, bairro Elisa, Parque Aquático, Cotrisoja e Gruta dos Três Mártires, saindo no trevinho que acessa a Lagoa.
Não se sabe ainda quando essa obra começaria, nem quanto custaria, de onde viria o recurso, a distância daquele trecho e o seu traçado. A coisa está em estudo ainda.
O projeto é maravilhoso pois tiraria o tráfego de caminhões pesados do centro da cidade. Tomara que ele se torne realidade por que sabemos como é o solo no coração de Tapera com o abre e fecha buracos e os consertos do pavimento todos os anos.
O presidente do PDT de Tapera (RS), vereador Alcides Maldaner, que não foi para a reeleição, na última sessão da Câmara de Vereadores, em seu pronunciamento na tribuna, disse uma coisa bastante interessante sobre a eleição. Segundo ele, o voto é consequência de trabalho, seja com ou sem mandato.
Está certíssimo.
A eleição municipal neste ano aqui em Tapera (RS) transcorreu da melhor forma possível pela tranquilidade, sem agressões ou excessos, a não ser em grupos de WhatsApp. No mais, nem pareceu que tinha uma pela calmaria geral, tanto entre candidatos como entre partidários. O que foi muito bom para o município.
O pleito deu o que o PP levantou em pesquisas internas com o partido sempre a frente e com uma vantagem considerável sobre PL e PT.
Agora, o Prego e o Marcio sentarão e acertarão os próximos passos para administrar o município a partir do plano de governo e ainda realizar ações que possam desenvolver Tapera e ainda oferecer uma melhor qualidade de vida à população.
O Prego, durante a campanha, sempre falou que pretende dar aos taperenses uma cidade que os orgulhe e isso deverá ser realizado, pois este foi um dos pontos que garantiu a sua reeleição.
Sobre a equipe, acredita-se que haverá pouca mudança, uma vez que o prefeito tem metas para o município e essa equipe tem todas as condições de ajudá-lo na sua realização.
Enfim, no Executivo deu o que se esperava e o resultado das urnas deu o que se ouvia nas ruas e em todos os lugares da cidade.
No Legislativo, a coisa deu uma guinada considerável, pois dos nove vereadores, apenas três retornarão à Casa, havendo uma renovação de 2/3.
O Marcio concorreu a vice-prefeito e o Alcides não concorreu. Pipe, Collares e Vicari continuam. Os demais Solange, Vandinho, Vanize e Krapa não conseguiram a reeleição.
O Prego e o Marcio terão maioria na Câmara na próxima legislatura, sendo que o PP conquistou quatro cadeiras e o União Brasil uma, com o Collares cumprindo seu sexto mandato. O Pipe (PP) também cumpre um sexto mandato.
Bolsonaro e Lula não influenciaram a eleição, por que o PP fez votos entre petistas e liberais, mostrando que eleição municipal é bem diferente da nacional devido ao eleitor estar próximo dos candidatos vivendo o dia a dia com eles.
Se o PP foi o maior vitorioso desta eleição, os maiores perdedores foram o PT e o MDB, que ficaram de fora da foto política local.
O PT teve uma vitória nesta eleição ao conseguir se reerguer após um longo período de letargia no município, segundo alguns petistas.
Agora, o MDB foi uma grande decepção para os seus partidários do começo ao fim. O partido não conseguiu montar uma nominata com dez nomes e os quatro que foram às urnas, juntos, fizeram 508 votos, e nenhum deles se elegeu e nem ficou na suplência. Fato ruim para o partido que mais prefeitos e vereadores elegeu na história de quase 70 anos de Tapera. E a pergunta que se faz neste momento é: O que aconteceu com o MDB? Por que o partido chegou nesta situação extremamente constrangedora?
O PDT, que nas últimas eleições mostrava-se apenas mais um, hoje é o segundo maior partido no município, tendo feito três vereadores a partir de uma boa nominata, algo inédito na história de Tapera. De repente, o partido do Brizola assuma a segunda posição no “ranking” partidário local.
Ainda sobre o PDT. O Cassol fez o mesmo número de votos do Schmidt (189) e levou a cadeira por ser mais velho. É do jogo.
E o grande destaque desta eleição foi o respeito entre candidatos e partidários e demais pessoas da comunidade mostrando que em Tapera existe educação política.
Reportagem do jornal “O Estadão”, de São Paulo, mostra levantamento sobre violência nas eleições. Segundo o Observatório de Violência Política e Eleitoral da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) este período eleitoral foi o mais violento dos últimos cinco anos na política brasileira, com 323 casos de violência contra políticos, o que é lamentável.
Aqui na região, também houve confusão, mas nada com excesso. Aliás, Tapera (RS) foi uma grata exceção. Aqui, neste ano, nem parece que houve eleição, pois não tivemos nenhum tipo de briga, agressão ou outra coisa qualquer, apenas bate boca em um grupo de WhatsApp. Nem briga familiar houve. Enfim, foi uma eleição bastante tranquila bem como se espera: em altíssimo nível, mostrando a educação política dos taperense.
E nesta tranquilidade toda estão de parabéns todos os candidatos a prefeito, a vice e à vereança que souberam se portar como se espera deles.
Tapera, orgulhosa, agradece.
E parabéns aos eleitos.