O Monte Fuji, no Japão, está diferente do que costumava ser nos últimos anos, devido às altas temperaturas, que impediram a nevasca anual. Em 2024, o cume do vulcão não ficou coberto de neve, algo que não acontecia há 130 anos.
Isso já aconteceu antes, certo, mas não com esta intensidade.
O clima na Terra está mudando em todos os lugares e todos nós sabemos o motivo. Vamos ver o preço disso tudo logo ali na frente.
“Nunca use a vingança, sente-se e espere… aqueles que fazem o mal acabam se destruindo sozinho”.
Neste domingo (27/10), durante todo o dia, no Parque de Exposições de Tapera (RS), foi realizada a 4ª etapa do FEART (Festival Artístico e Cultural da 14ª RT), promovido pelo CTG Guido Mombelli. E o evento foi coroado de êxito em todos os sentidos, principalmente pelo público de mais de 3 mil pessoas vindas de 20 municípios da 14ª RT e de outras regiões tradicionalistas.
Na etapa, nenhum fato negativo foi registrado mostrando que, quando a tradição se junta, o respeito se faz presente, principalmente no momento das disputas. A coisa toda é muito respeitosa como se viu.
O pessoal chegou no Parque e foi se instalando na grande (e bela) área rodeada de árvores para passar o dia, muitos reunidos com a família, que foram ocupando as muitas churrasqueiras lá existentes. Quem não quis fazer o seu churrasco foi ao pavilhão onde foi servido o almoço (galeto com massa) para mais de 500 pessoas.
Além disso, os supermercados, açougues, postos de combustíveis e outras empresas que estiveram abertos durante todo o dia faturaram, pois era intensa a movimentação do pessoal pela cidade. Quem terminava a sua apresentação dava uma caminhada pelo parque ou uma escapada para ver o movimento no centro da cidade com a praça central tomada de gente.
Vendo todo aquele povo no Parque me fez lembrar os rodeios que eram realizados aqui nos anos de 1980, com a área lotada. E aí penso se as três entidades tradicionalistas locais se unissem para promover um evento que tamanho ele teria, sim, por que haveria gente para trabalhar e ainda bom aporte financeiro para promovê-lo. Lugar e gente tem só falta querer. Esta é a minha opinião, mas as entidades é que sabem o que é bom para elas.
Parabéns patroa Lilian Durigon e equipe pela beleza de organziação do evento. Quem veio para cá levou daqui uma bela imagem de Tapera, principalmente do CTG Guido Mombelli.
A abstenção nestas eleições municipais surpreendeu no primeiro e no segundo turno em todo o Brasil. E aumentou consideravelmente desde a de 2020. E vai continuar aumentando.
No país, ela chegou a 21,71% no primeiro turno e 29,26% no segundo. Aqui no Estado ela foi de 32,41%, deixando-o em terceiro lugar perdendo apenas para Goiás (34,43%) e Espírito Santo (33,17%).
E tão logo encerrou a apuração o TSE e o TRE-RS começaram a analisar o alto índice de pessoas que não foram às urnas e, neste primeiro momento, ministro, desembargadores e especialistas políticos deram um monte de motivos para isso. Mas, para mim ninguém tira da minha cabeça que o povo está descontente com a política nacional. Ele perdeu a esperança nas pessoas que elege para ocupar cargos públicos e não resolvem os problemas, apenas criando mais problemas e se beneficiando do cargo. Outra coisa. Esse pessoal que não foi votar estaria ligado à direita ou à esquerda?
O povo brasileiro está desesperançoso com a classe política e a tendência é que a coisa vá piorar a cada eleição. Podem apostar. Cada vez mais aumentará o número de ausentes nas urnas por conta desse modelo político atual.
No dia 25 de outubro de 1994, há 30 anos, dentro do “Comando Geral Gazeta”, programa jornalístico que eu apresentava nas manhãs na antiga Rádio Gazeta de Tapera (RS), eu levei para o estúdio os três presidentes dos maiores partidos políticos do município: PPR (atual PP), PMDB (atual MDB) e PDT, para falar sobre consenso com vistas às eleições que aconteceriam no dia 15 de novembro daquele ano.
Tapera vivia um clima apreensivo na área política com especulações quanto a nomes para concorrer a prefeito e também para amenizar os custos que uma campanha sempre tem. Os três falaram sobre o assunto, elogiando-o, e colocando os seus pontos positivos. Todos falaram muito bem a respeito, mas nenhum deles deixou a porta aberta para acontecer e a coisa acabou não aconteceu.
Fiquei com eles no estúdio por mais de uma hora e meia e a audiência do programa deve ter estourado porque o telefone da emissora não parava de tocar com o pessoal querendo dar a sua opinião a respeito, uns a favor outros contra. Eu não abri o microfone para os ouvintes, pois havia muita gente nervosa do outro lado da linha. Mas, como as perguntas e manifestações eram pertinentes eu as divulguei no programa, que foram respondidas pelos presidentes.
Enfim, o espaço terminou e todos seguiram o seu caminho e nunca mais se falou em consenso em Tapera.
E devido ao programa e os comentários que se teve durante a semana toda na cidade, a então vereadora Maria Delfina Cerutti (PPR) entrou na Câmara com uma proposição (049/1994) pedido à Casa um Voto de Louvor a mim pela realização do programa. Eu mesmo recebi muitos elogios pelo mesmo.
A proposição foi aprovada por unanimidade na sessão do dia 08 de novembro, e o documento me foi entregue no dia seguinte (09), me parabenizando pelo programa e pelo modo como foi conduzido.
Como pode se ver, eu sempre estive a frente (e único) nas questões políticas de Tapera, escrevendo com fundamento sobre o assunto, a partir de boas fontes e tendo acesso com todos os partidos locais, tudo isso conquistado com um trabalho profissional, sério e descompromissado de mais de 40 anos.
Esta foto veio do secretário de Desenvolvimento de Tapera (RS), Elias Goulart, tirada no final de uma tarde. Ele estava tirando fotos da cidade com um drone para o arquivo municipal e, ao ver o espetáculo do pôr do sol, esperou algum tempo para fazer o registro.
A imagem mostra a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário da Pompéia ao centro e a parte oeste da cidade.
“O sucesso não tem a ver com a quantidade de dinheiro que você ganha, mas com a diferença que você faz na vida das pessoas”.
Michelle Obama, ex-primeira-dama dos EUA.
Hoje (24/10), se estivesse ainda em atividade, o Kings Club de Tapera (RS) estaria completado 60 anos. Mesmo não estando ativo a equipe ainda permanece viva na memória de grande parte dos taperenses que torciam por ele.
O Kings nasceu no dia 24 de outubro de 1964, fundado por um grupo de jovens estudantes, hoje, avós espalhados por Tapera, o Estado e o País, tendo alguns já falecidos.
A equipe foi criada para participar dos tradicionais Jogos de Verão, evento esportivo que reunia a juventude da região na disputa de vôlei, o esporte do momento, e ainda fazer novos amigos, manter os antigos e até mesmo paquerar os brotos. E entre as equipes que disputavam os tais Jogos, sendo cada ano numa cidade, destacavam-se o Pau D’água (Ibirubá), o Pinheiros (Carazinho), o Tequila (Espumoso), entre outros. O KC participava ainda de bailes de carnaval e festivais do chope no Clube Aliança e de muitas outras promoções na cidade e região.
O encontro da turma da região acontecia na Boate Diana, que funcionava naquela peça anexa ao Café Diana, onde está hoje a loja da Lúcia Sattler, com as reuniões-dançantes sendo animadas por eletrola que tocava discos de vinil, regadas a cuba-libre, e às vezes com o Brasa 6.
A primeira diretoria do Kings Club, eleita em 1964, foi a seguinte: presidente – João MÁRIO Kloeckner, vice-presidente – João Cézar Dariva (BOCA), secretário – PAULODIR Zanette e tesoureiro – Luiz Paulo Di Domenico (KIKO), que mais tarde viria a fundar a rival Agrotap.
A primeira sede da equipe funcionou numa casa de madeira que ficava mais ou menos onde está hoje o Banrisul, e que por muitos anos abrigou a Delegacia de Polícia do município, além de residência de algumas famílias. Lá, os jovens se reuniam para fazer as suas festas, com o pessoal pagando pela bebida e a comida consumida. Como fazem hoje os grupos.
O Kings Club começou jogando vôlei e, na segunda metade dos anos de 1970, começou a disputar futsal, esporte que chegava de Porto Alegre, nascido no Uruguai, pela Associação Cristã de Moços (ACM), e que estava se espalhando pelo Estado. Tapera, depois de Carazinho, foi precursora do esporte no Alto Jacuí. Aliás, falando em futsal, um grupo de taperenses que estudava na capital trouxe para o município o esporte que era jogado com pouca gente, em um “campo” pequeno, com uma bola pequena e pesada e com chuteiras sem travas. Esses jogos aconteciam numa quadra asfaltada localizada nos fundos do então Ginásio Taperense, atual Escola Dionísio Lothário Chassot.
Desta quadra eu lembro que, quando essa turma, entre os quais o Dr. Beto Henrich, meu padrinho de batismo, vinha de Porto Alegre onde estudava, ela se reunia nela para jogar futsal. Eu cansei de ir lá e ficar admirando aquele estranho futebol. E mal sabia eu que aquele esporte viraria a ser uma febre nacional e também o meu esporte preferido.
Na foto, com os fundadores do Kings Club na quadra do antigo Ginásio Taperense, é possível ver atrás alguns pés de eucalipto onde hoje está o Ginásio Poliesportivo, e mais adiante um mato que ficava na propriedade dos Mattei.
A maior façanha do Kings Club aconteceu em 1980, quando a sua equipe juvenil se sagrou campeã gaúcha com os jogos acontecendo aqui na região. Em Tapera ficou a chave B com Kings, Sercesa (Carazinho), Ipiranga (Rio Grande) e Teresópolis (Porto Alegre), e em Não-Me-Toque ficou a chave A com Russo Preto, Brilhante (Pelotas), Niterói (Canoas) e Internacional (Porto Alegre). Na fase semifinal estavam Russo Preto e Internacional (A) e Teresópolis e Kings (B). A final foi realizada em Tapera, no Tenarião, entre Kings Club e Teresópolis, e o time taperense levou a melhor vencendo por 3 a 0. O Kings teve ainda o goleador (Buia) e o goleiro menos vazado (Laércio Machiavelli).
Em junho de 1981 a equipe foi a São Paulo representar o Rio Grande do Sul na Taça Brasil. A equipe bateu o Promove (MG) por 2 a 0, perdeu para o Banespa (SP) pelos mesmos 2 a 0 e venceu o Círculo Militar (PR) por 2 a 1. As semifinais teriam Banespa e Vila Isabel (RJ) e Kings Club e Hebraica (São Paulo). A Hebraica denunciou o Kings de ter três jogadores com mais de 18 anos e entrou na Justiça paralisando a competição, que jamais foi concluída. E não é só isso. A Federação Gaúcha de Futebol de Salão (FGFS) não havia inscrito o Kings Club nas finais em São Paulo e a equipe teve de ingressar na Justiça Federal para ter o direito de participar dela.
O time do Kings Club tinha Laércio Machiavelli, Pedrinho Barboza, Mello, Buia e Mico, e na suplência Ademir, Claudir Hartmann, Clóvis Bervian, Fernando Junges, Gilberto Jacoby, Jorge Knob, Verício Seger e Viti. O treinador era João Delmar Maldaner (Banana).
BANDEIRA – Em 1992, com o Kings licenciado, foi lançado um concurso para a escolha de sua bandeira. Eu, com cinco trabalhos inscritos, fui o vencedor. Em uma solenidade realizada no CTG Piazito Gaudério foi apresentada a tal bandeira oficial, toda de cetim nas cores do time (na foto). E esta bandeira após aquele dia jamais foi vista e continua até hoje desparecida. De presente ganhei um troféu, um leão de madeira.
Em 1995, nasceu o América para unir as torcidas de Kings e Agrotap numa só, coisa que jamais se concretizou, pois em Tapera ou se era amarelo e preto ou tricolor.
Mesmo não sendo unanimidade em Tapera, o América fez bonito e história no salonismo gaúcho. Em 1996 e 2013 conquistou a Série Prata, sendo ainda vice-campeão da mesma em 2010 e 2011. Foi também vice-campeão da Copa Lupicínio Rodrigues (2014), tricampeão da Copa Alto Jacuí (2015, 2016 e 2017) e vice-campeão da Copa Alto Jacuí (2018).
Eu sou torcedor do Kings Club e nunca escondi isso. Aliás, nos tempos de Rádio Gazeta, como repórter esportivo, eu cobria os jogos do Kings em casa e fora, e nos clássicos eu penava nas mãos de um grupo de torcedoras da Agrotap que ficava próximo a rede, mexendo comigo o jogo todo. O time da Agrotap sempre foi respeitoso comigo por isso.
E eu fico feliz por ter vivido a maior parte da vida do Kings Club, até a sua despedida das quadras, e até hoje eu lembro do barulho que sua torcida fazia no apertado Tenarião e depois na Afuco. Já no Poliesportivo, o Kings já não tinha mais aquele glamour de outrora, talvez pelo momento que passava o time e o esporte em Tapera. A Agrotap, nascida em 1980, numa dissidência do próprio Kings, parou de jogar antes. O Kings foi mais um pouco e parou. Para sempre, de forma oficial.
Hoje, o Kings Club continua ativo, mas disputando campeonatos municipais e regionais, muito longe daqueles tempos maravilhosos e barulhentos de antes.
E aqui agradeço ao Nadir Crestani, meu tio e um dos fundadores do Kings, que mais uma vez me auxiliou na recuperação de mais uma história de Tapera, com fotos e informações.
Na semana passada publiquei aqui que a “Confraria dos Amigos”, da qual participo desde a sua fundação em 2005, inauguraria a sua sede no último dia 19, no Parque de Exposições de Tapera (RS), pois foi o que bastou para que os ciumentos (ou CIUMENTO) entrassem em cena criticando a conquista. No anonimato do Blog.
É importante que se diga que a Prefeitura não fez nada ilegal ao ceder a referida área, pois existem outras entidades dentro do Parque, todas devidamente registradas (com CNPJ). Além disso, o estatuto do Parque reza que entidades podem receber área, desde que legalizadas, com projeto viável e que realizem ações sociais em prol da comunidade. Como a “Confraria dos Amigos” se enquadrou nele ela recebeu a área que será muito bem ocupada e que, inclusive neste domingo (27), cederá o seu espaço à Prefeitura para a realização do FEART, cedida com o maior prazer.
Então, quem quiser uma área no Parque, para que toda aquela beleza seja melhor utilizada e também preservada, sugiro que se puxem. Que se organizem.
Nesta manhã, fazendo minha caminhada pelo centro de Tapera (RS) e, ao passar pela Praça Central, me deparei com esta cena, que é costumeira aqui. Uma garrafa d’água e um litarão de refrigerante colocados, um na frente de uma lixeira e o outro a poucos mais de um metro dela.
O lixo em Tapera é um problema crônico. E não é de hoje.
Eu fico imaginando como é na casa desse pessoal.