Blog do Sarico

Bandidagem do leite


O Ministério Público gaúcho, com apoio da Brigada Militar, autuou uma empresa de laticínios de Taquara que estava colocando no mercado interno e externo leite em pó vencido e adicionando a ele soda e água oxigenada para aumentar o seu prazo de validade. Segundo o MP, o produto era entregue para a merenda escolar no Estado e ainda exportado para a Venezuela.

Brincar com a saúde da população, especialmente de crianças, é um crime hediondo que precisa de punição severa.

Agora, o homem é mesmo um bicho danado. É capaz de qualquer coisa pelo dinheiro. São coisas assim que me deixam preocupado com o futuro da humanidade que faz absurdos pelo lucro fácil.

Que os responsáveis sejam condenados e presos por longo tempo para prender que não se brinca com a saúde das pessoas.

Os filmes de ontem e de hoje


Uma coisa que eu gosto muito é de filmes. Não são todos, por que assim como na música, não sou eclético. Eu tenho os meus gostos e respeito os demais. Mas, num dia destes assisti no Telecine Cult o filme “Quo Vadis?”, uma mega produção para os padrões da época (1951) e com um elenco bem interessante.

Não quero falar sobre o filme, mas como ele foi produzido. E me surpreendeu a quantidade de cenas sobrepostas em outras. Teve uma parte em que um homem e uma mulher, ela amarrada a um tronco, estão no Coliseu sendo ameaçados por um feroz touro e o homem precisa matar o animal antes que ele mate os dois. Então, a imagem deles é colocada sobre outra em que aparecem a arena e o touro, algo muito amador pelos padrões de hoje. E na luta do homem com o touro dá para se ver perfeitamente que é outro animal, bem mais calmo e não aparece o Coliseu.

Aí lembrei de outros filmes dos anos 1970 e 1980 como Guerra nas Estrelas e Jornada nas Estrelas, onde as naves e as paisagens, vê-se perfeitamente que são imagens paradas. No Parque dos Dinossauros tem uma cena em que o raptor, na cozinha caçando o casal de irmãos, não aparece a sua cauda que, pelo visto, não estaria terminado o boneco, assim como em Tubarão 1, onde em duas partes acontece o mesmo com o bicho.

E assim acontece com vários filmes antigos, que penam hoje devido à alta tecnologia utilizada na produção dos filmes atuais. Acontece que, naquele tempo, não havia tecnologia e os investidores tinham pressa no lançamento para faturar, assim, o diretor, pressionado, tinha de se virar nos 30 com o que tinha nas mãos, apelando muito para a câmera (zoom).

Mesmo assim, é muito bom ver filmes antigos. Aliás, falando em filmes, lembro do Cine Avenida de Tapera (RS), que começou na Avenida XV de Novembro e terminou na Rua Rui Barbosa. E lembro dos muitos e bons filmes vistos lá em sessões nas sextas, sábados e domingos à noite quando adulto e também as matinés nos domingos à tarde quando criança.

Quando eu era criança ganhava da minha mãe duas moedas, sendo uma de 50 centavos para o ingresso e a outra de 20 centavos que dava um montão de balas, daquelas azedinhas de papel verde, para chupar e também atirar na tela quando a fita “rebentava”.

Lembro ainda dos grandes cartazes que a equipe do Gentil Batistella, dono do cinema, colocava na frente do cinema e também na frente do Café Diana, sendo aquela a maneira de informar a população dos filmes que seriam rodados.

Agora, naquele tempo não era fácil assistir os grandes filmes que apareciam nos jornais de Porto Alegre e também na televisão. Não era que nem hoje onde um lançamento pode ser assistido na semana seguinte. Para se ter uma ideia, o filme Tubarão 1, rodado em 1975, eu o assistir em Tapera em 1979. Quem morava ou estudava em Porto Alegre via os filmes meses depois. Vantagem de se estar num grande centro, diferente dos menores que tinham de esperar a fita rodar o país inteiro nas grandes salas. E, por isso, pelo excesso de uso, o filme arrebentava quando esquentava na máquina e nós achávamos que o falecido Bodão, projecionista do Cine Avenida, cortava a fita de propósito. Que maldade a gente fazia com ele.

Os filmes atuais são maravilhosos pela alta tecnologia utilizada nos efeitos especiais, agora nada tira o brilho de uma produção feita no “braço” como se diz. E também no olho.

Esse futebol…


O futebol é mesmo uma coisa. O Corinthians estava destinado a cair para a Segunda Divisão do Brasileiro. Mas, mesmo super endividado e com problemas com seus patrocinadores e a arena, o clube foi contratando e contratando jogadores a peso de ouro até o time engrenar. A sua dívida hoje é de R$ 2,4 bilhões, que a meu ver, é impagável, mas o “Corintia” vai indo contratando, vencendo e alegrando a sua imensa torcida.

O time paulista, com má gestão e uma dívida astronômica, classificou-se à fase de grupos da Libertadores. Já o Cuiabá, como uma gestão profissional, foi rebaixado à segunda divisão do Brasileiro.

O futebol é mesmo uma coisa muito engraçada. É uma ilha da fantasia bancada pela paixão do torcedor. Só isso explica uma loucura dessas.

Outra coisa. Os times brasileiros de futebol, como são conduzidos, se fossem empresas, já teriam falido há mais de 20 anos. Que, ao que parece, só a FIFA consegue fazer eles pagar dívida.

Pensamento do Dia


“Não se desgaste tentando se explicar para quem não quer entender. Tem coisas que só o tempo poderá provar”.

Desconheço o autor.

Um fragmento do centro da Tapera antiga


Não sei de onde veio essa foto, mas ela mostra parte do centro de Tapera (RS) entre os anos de 1970 e 1980, bem movimentado.

Na imagem vê-se à esquerda a antiga Loja Rotta, que ficava ali onde estão hoje a Colombo e a Esportiva, e mais adiante, do outro lado da Rua Guido Mombelli, o Supermercado do Bruno e do outro lado da Rua Coronel Gervásio estão o Tapera City Hotel e a agência da Caixa, onde hoje está a MVM Veículos. E mais adiante aparece parte do então Hospital Nossa Senhora do Rosário, onde hoje está a Secretaria de Saúde com toda a sua estrutura.

E o outro lado da Avenida XV de Novembro, aparece a expedição do antigo Curtume Mombelli, onde hoje está a Academia Planeta Energia.

Agora, repare nos carros da época. O centro está repleto de Corcel I e II, Chevette, Belina, Brasília, Fusca, Kombi e Opala. Felizmente, no começo dos anos 1990, o governo liberou a importação de carros obrigando assim as montadoras nacionais a avançar na modernização de seus veículos. Aí lembro do ex-presidente Color, o “Caçador de Marajás”, que acabou renunciando em 1992 para evitar o impeachment pelo Senado, que chamou os nossos carros de carroças.

A propósito. Tem muita gente que ainda está por aí que vai se ver nesta foto.

Venda de carros novos aumentaram no RS


Essa deu no RBS Notícias da última quinta-feira, 05/12. Segundo a matéria, o pessoal está deixando de lado os carros com combustíveis convencionais e optando pelos híbridos e elétricos. Um entrevistado, disse que com painel solar em casa a economia do seu carro elétrico aumentou muito. De acordo com ele, enquanto o km rodado de um carro à gasolina é de R$ 50 centavos, o do elétrico fica em R$ 10 centavos.

Aos poucos, vamos trocando os veículos que consomem combustíveis fósseis por outras formas de combustíveis considerados “limpos”.

A natureza (e a humanidade) agradece.

Pensamento do Dia


Um sábio disse: “O fracasso faz parte da vida. Se você não falhar, você não aprende, e se não aprender, você não muda”.

Desconheço a autoria.

Uma imagem da velha Tapera


Essa fotografia aérea, capturada pela Foto Cinerama de Carazinho (RS), mostra Tapera nos anos de 1960. Eu, que nasci e me criei aqui, lembro deste tempo. Eu vivi este período. E, vendo a imagem, vejo nela a rua da minha casa, a Dom Pedro II, hoje Avenida Dionísio Lothário Chassot, sem pavimentação, e que mais tarde recebeu calçamento e há alguns anos asfalto e assim se transformando numa das avenidas mais bonitas da cidade.

E vendo a foto, vê-se a Igreja Matriz, com o Tenarião, recém construído atrás dela. À esquerda da Igreja aparece a antiga Casa Canônica hoje chamada de Casa Paroquial e ao lado dela o Hospital Roque Gonzalez. Na frente dele está a antiga Praça Olavo Bilac, atual Praça Dr. Avelino Steffens, com seus ciprestes e calçadas com pedrinhas portuguesas. E na sua frente aparece a antiga Prefeitura, onde hoje está o Centro de Eventos, e nos fundos desta a Secretaria de Obras com o seu Parque de Máquinas.

À direita da Igreja, está o Clube Aliança e à esquerda dele o prédio do hoje Sindicato dos Trabalhadores Rurais, mas que na época funcionava nele a Cotrisoja, na sua fundação, e ao lado dela a Patrulha Mecanizada com os seus tratores Ford nas cores verde e azul.

Nesta imagem de parte do centro, tirada de oeste para leste, aparecem as hoje Rua Tiradentes (lateral da Igreja), Avenida Dionísio (Clube Aliança) e Rua Duque de Caxias (Café Diana) e paralelas a elas a Avenida XV de Novembro e Rua Rui Barbosa (da Igreja). E repare que ainda não haviam sido abertas as ruas Pedro Binni (Corsan) e Almirante Barroso (Padaria Petter), entre as quais fica a nossa casa, entre outras.

Dê uma olhada com calma que você poderá ver mais coisas nesta rara imagem.

Luz para a Igreja


Recentemente, conversando com o secretário da Administração de Tapera (RS), Stefano Simon, sobre a iluminação instalada no Instituto Cônego Bento para a Cantata Natalina, ele me informou que um dos refletores lá instalados poderia ser doado à Comunidade Católica para iluminar a fachada da Igreja Matriz, o que achei ótimo, principalmente porque já escrevi aqui que a nossa bela igreja fica escondida à noite, no escuro, enquanto a praça central brilha com tanta luz.

Nossa igreja é uma das mais bonitas da região, sendo um dos cartões postais de Tapera, assim nada mais justo que tamanha beleza seja mostrada, principalmente à noite.

A oferta foi feita.