Venda, uma arte
Na tarde desta sexta-feira, 09/12, por volta de 13h, estava eu saindo de casa quando fui interpelado por um homem que vendia bacias. O cara, um nordestino pelo sotaque, insistiu para que comprasse um jogo das tais bacias. Argumentei a ele que não precisava das mesmas e lhe dei vários motivos para não comprá-las. Após quase 10 minutos de uma conversa desgastante e constrangedora, que não evoluía, ele se foi me desaforando. Eu, dentro do carro, não sabia o que fazer. Fiquei “P” da vida com aquilo e, no final, acabei rindo da situação. O maluco deve ter me confundido com algum dono de banco. Eu sei que a coisa não está fácil para ninguém, mas vender é uma arte e poucos a dominam.
Já trabalhei com vendas e a maior lição que aprendi é jamais brigar quando se recebe um não. Também, sempre atender bem o cliente e não ficar brabo com sua recusa, pois logo você fechará um bom negócio com ele. É melhor ficar em haver do que dever. Também se compra e se vende na “obrigação” e é ai que entra o talento do vendedor.
Tem muita gente que pensa ser bom vendedor, mas, como disse antes, vender é uma arte. Talvez, uma das poucas coisas que não se trás de berço e que se aperfeiçoa com o passar do tempo. Com muita paciência.
Uma última coisa. Quem é bom vende bem, ganha bem, é xodó do patrão e ainda é disputado pela concorrência.
Já aconteceu comigo. Não queria comprar, mas por algum tilt da minha cabeça eu perguntei o preço. Realmente estava mais caro que no mercado (frutas). O cara saiu resmungando de que a gente queria tudo de graça, etc. Prometi não comprar mais de vendedor avulso, mas quando aparece algum que seja gentil e respeitoso eu ainda compro só para dar uma mão.
Nessa época do ano todo mundo quer dinheiro eu prefiro ver pessoas vendendo trabalhando do que roubando e assaltando.
Bem por aí. Por isso que compro.