Impressões da eleição
Eu voto a mais de 40 anos e jamais vi uma eleição igual a essa. Ela foi diferente das outras, em todos os sentidos. Algumas coisas que merecem o devido registro:
1 – O fiasco da biometria que ocasionou longas filas em todo o Brasil. Eu votei, às 08h30, aqui em Tapera (RS) e não tive problema.
2 – A suspeita de fraude das urnas eletrônicas não confirmada.
3 – O alto número de abstenção e de votos nulos e brancos no País.
4 – As pesquisas que erraram feio. Os institutos deram seus números que não foram confirmados na boca de urna. E os resultados delas ficaram muito aquém do resultado final.
5 – Jair Bolsonaro não venceu a eleição no primeiro turno por detalhe, fato que não foi previsto pelas pesquisas em nenhum momento.
6 – No segundo turno, como irão os partidos que ficaram de fora? Será que 100% deles, e seus eleitores, irão com Fernando Haddad, com o PT?
7 – Não está explicito ainda, mas parece que os partidos estão fugindo do PT. Só Ciro Gomes abriu seu apoio a ele, mas será que todo o PDT fechará com seu candidato derrotado?
8 – A ficha limpa foi levada em consideração aqui no RS e em boa parte do Brasil.
9 – A renovação gaúcha na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal foi grande: 55% e 63%, respectivamente. O gaúcho mostrou mais uma vez seu alto grau de politização.
10 – Tempo de televisão não ganha mais eleição. A internet fez a diferença.
11 – Algumas figurinhas politicas conhecidas na região não se reelegeram. O eleitor esteve atento às suas ações e opções.
12 – Impressionou a quantidade de votos dado a pessoas que não conhecem Tapera que o levaram apenas pela fama.
13 – Eleição limpa, com pouca panfletagem e material publicitário poluentes.
14 – Tapera deu boa votação e ajudou a eleger e reeleger grande parte dos políticos que a ajudam ao longo dos anos.
15 – Tapera tem um suplente de senador: o ex-prefeito Ireneu Orth. Quando todos davam Luiz Carlos Heinze fora, inclusive as pesquisas, o homem chega em primeiro.
16 – Se Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, capitão e general do Exército, respectivamente, forem eleitos presidente e vice-presidente, os brasileiros colocarão os militares novamente no poder, agora ungidos pelas urnas, pelas mãos da maioria do povo.
Se tiver alguma coisa que ficou de fora, fique à vontade para colaborar e acrescentar.
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